Carolina Cerqueira no depósito de peças

Mário Cohen |
28 de Abril, 2016

Fotografia: Domingos Cadência

O depósito central de peças do Museu Nacional de Antropologia, em Luanda, um edifício de três pisos, que está a ser erguido naquela instituição museológica, vai ser entregue ao Ministério da Cultura no primeiro semestre deste ano.

A informação foi avançada terça-feira pela engenheira Maria João Azevedo, da empresa Soapro, fiscalizadora da obra, durante uma visita da ministra da Cultura, Carolina Cerqueira, que se inteirou do grau de execução e andamento das obras em curso no Museu Nacional de Antropologia.
Durante a visita, a titular da pasta da Cultura recebeu explicações detalhadas da directora do Museu Nacional de Antropologia, Njungo Rogeiro Cahango, sobre o funcionamento da instituição e as obras em curso.
A ministra Carolina Cerqueira passou pelas diversas salas de exposição, onde está exposto o acervo do Museu, com destaque para as salas de exposição permanente e temporária, e manteve um encontro à porta fechada com a direcção e funcionários do Museu Nacional de Antropologia.
A governante teve a oportunidade de apreciar as várias peças expostas na instituição, como a máscara Mwana Pwo, originária do grupo etnolinguístico cokwe, que simboliza a mulher ou rapariga que garante a continuidade da sociedade na qual está inserida, a Ngyendu, cesto de fundo quadrado, feito de tiras de junco entrelaçadas com cordas de ráfia, formando quatro asas, pertencente à cultura bakongo, e Xikomba, arco sonoro feito de uma vara de madeira, um fio de couro e uma meia cabaça que serve de caixa de ressonância.
A directora do Museu Nacional de Antropologia disse ao Jornal de Angola que o depósito central é um grande ganho para a instituição, uma vez que vai dar mais dignidade na conservação do acervo da instituição, que carecia de um área para armazenamento das peças.
 Em relação às salas de exposição, Njungo Rogeiro Cahanga garantiu que os espaços têm recebido a visita guiada de várias pessoas, sobretudo estudantes que procuram investigar mais sobre a cultura nacional. “No ano passado o Museu Nacional de Antropologia registou a visita de  mais de dez mil pessoas, que reflecte o árduo trabalho que a direcção e funcionários do museu têm feito”.
Para Njungo Rogeiro Cahanga, o laboratório do depósito central de peças vai ajudar na pesquisa e na investigação do acervo do museu, assim como na conservação das obras que precisam de tratamento para serem posteriormente expostas quer no espaço permanente, quer no temporário.
O depósito de peças do Museu Nacional de Antropologia vai dispor no primeiro piso de um laboratório e uma sala de reuniões, e nos dois últimos andares um espaço reservado para o armazenamento das obras de maior dimensão e área de restauração.
Este vai ser o segundo depósito de peças museológicas no país, depois do erguido no Museu Regional do Dundo. As obras, que estão a ser fiscalizadas pela empresa Soapro, são executadas pela construtora Noráfrica.
Criado a 13 de Novembro de 1976, por força do Decreto 80/76 do então Conselho da Revolução, o Museu de Antropologia comporta objectos etnográficos com uma abrangência nacional: Kikongo, Kimbundu, Umbundu, Lunda Cokwe, Nganguela, Nyaneka-Humbi, Helelo, Ociwambo e Khoisan. Tem ainda um número significativo de peças originárias de alguns países africanos.

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