Cartoonista defende arte


19 de Junho, 2016

O cartoonista Sérgio Piçarra destacou a importância do cartoon no esclarecimento de questões sociais e políticas que marcam a vida do país, em especial nesta fase de reconstrução, onde o contributo de todos é essencial.

O artista disse, à Angop, no final de mais uma “Maka à Quarta-feira”, realizada pela União dos Escritores Angolanos, que os cartoonistas devem por, regularmente, em prática as suas capacidades de criação humorística e de informação, para reflectir com os leitores sobre os vários factores sociopolíticos que marcam uma parte da vida dos angolanos.
O cartoonista avançou que tal como no resto do mundo a actividade tem a função de alertar as pessoas e, em Angola, os cartoons não deixam de ter esta função, de parceria com as pessoas,  de forma a entender alguns fenómenos que ocorrem no país.
O desenhador afirmou que as pessoas não precisam de ver as sátiras como desestabilizadoras sociais, mas sim parceiras na compreensão dos vários problemas que se vivem em Angola.
Para Sérgio Piçarra o cartoon requer uma determinada liberdade de criação do artista, que em nenhum sentido deve chocar com o respeito pelos direitos dos outros. “É importante que haja liberdade de expressão, mas é preciso respeitar as pessoas.”
O cartoonista mostrou-se triste pelo estado actual do cartoonismo no país, reconhecendo  que há falta de novos desenhadores que dariam uma outra dinâmica ao sector e mais publicações  nos vários órgãos de informação e revistas.
A importância de uma maior aposta na formação também foi defendida pelo artista durante a “Maka”, onde deixou ainda um alerta para os jovens criadores.
Sérgio Piçarra nasceu Luanda, em 1969. Criador de banda desenhada e cartoonista, é um dos pioneiros e impulsionadores desta arte em Angola, assim como o autor da personagem Mankiko.

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