Casa de leilões Christie’s volta a apostar em Picasso


31 de Março, 2015

Fotografia: Reuters |

“Les Femmes D’Alger (Versão O) ”, de Pablo Picasso, pode ser a mais cara das obras vendidas em leilão, se as estimativas da Christie’s, cerca de 140 milhões de dólares, se confirmarem no próximo mês.

A Christie’s anunciou que, além do seu catálogo clássico de arte moderna, contemporânea e de pós-guerra, vai realizar o leilão especial “Looking Forward to the Past”, na qual a peça do pintor espanhol é o destaque.
A expectativa da casa de leilões é que a obra de Picasso ultrapasse “Três Estudos de Lucien Freud”, o tríptico de Francis Bacon que em Novembro de 2013 alcançou 127 milhões de dólares numa sessão da Christie’s.
“Les Femmes D’Alger”, considerado dos quadros mais relevantes de Picasso da década de 1950, já foi vendido pela Christie’s em 1997 numa sessão especial dedicada à colecção de Victor e Sally Ganz.
O quadro pertence a uma série de pinturas, nas quais o autor do “Guernica” corrigiu entre 1954 e 1955, alguns quadros de Eugene Delacroix, principalmente o “Les Femmes d’Alger”. O expoente desta série foi a “Versão O”, que combina elementos de diferentes movimentos artísticos, como cubismo, fauvismo e neo-impressionismo.
Esta sessão especial da Christie’s também inclui peças de Monet, Piet Mondrian, Egon Schiele, Marcel Duchamp, René Magritte, Jean Dubuffet, Mark Rothko, Alexander Calder e Martin Kippenberger.
A Christie’s também revelou que o mercado da arte continua a ter índices promissores e a bater recordes. O artista vivo com a obra mais cara é Jeff Koons, que no ano passado permitiu à Christie’s arrecadar 852,9 milhões de dólares.
“Para as casas de leilões é evidente que muitos dos novos coleccionadores em todo o mundo querem comprar obras-primas e esperavam por um Picasso icónico no mercado, como ‘Les Femmes D’Alger”, disse a presidente da Christie’s, Jussi Pylkkanen.
A responsável declarou que nos últimos anos as grandes fortunas de países emergentes, sobretudo no Médio Oriente, se propuseram a criar colecções privadas de alto nível, o que fez disparar o preço dos quadros, tanto em leilões como em vendas privadas.
 “The New York Times” noticiou em Fevereiro que “Nafea Faa Ipoipo”, de Paul Gauguin, se tornara no quadro mais caro do mundo ao ser adquirido por um comprador do Qatar por 300 milhões de dólares.

capa do dia

Get Adobe Flash player




ARTIGOS

MULTIMÉDIA