Cultura

"Cassinda não volta atrás" quer seguir para à frente

Manuel Albano

Agostinho Cassoma, director artístico do Nguizane Tuxicane, disse, ontem, em Luanda, que a meta para 2019 é levar a peça de teatro “Cassinda não volta atrás” a festivais internacionais.

Nguizane Tuxikane tem exibido regularmente várias peças
Fotografia: DR

Em declarações ao Jornal de Angola, reconheceu 2018 como um ano “extremamente positivo”, fruto do reconhecimento que o grupo teve, este ano, com a distinção de Prémio Nacional de Cultura e Artes, com peça “Cassinda não volta atrás”, categoria de Teatro, um facto que vai exigir, de todos os integrantes “maior dedicação, criação de estratégicas de divulgação da peça por forma a ser conhecida no exterior do país.”
“A ideia é a conquista de festivais de teatro africano, europeu e sul-americano, visto que o prémio representa para o grupo o reconhecimento e a valorização do trabalho desenvolvido ao longo desses 24 anos de existência. Por isso, é para nós o ‘Prémio do sacrifício’”.
Agostinho Cassoma disse que o galardão constitui uma dedicatória a todos aqueles que se empenharam ao longo de vários anos de trabalho. Para o grupo, esse tempo de trabalho é a consagração de todos os esforços desenvolvidos ao longo de duas décadas.
“Durante esses anos, temos melhorado a encenação da peça, renovamos os integrantes, actualizamos sempre que possível o conteúdo, mantendo a originalidade”, realçou.
O grupo tem desenvolvido vários projectos sociais como “Um sorriso aos leprosos”, que consiste na recolha de bens alimentares para doação na leprosaria da Funda, e “Um abraço aos reclusos”, com o mesmo objectivo destinado à cadeia de São Paulo, em parceria com o grupo Juvenil da Paróquia Nossa Senhora das Graças, do Rangel.


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