Cultura

Cavaleiro da Ordem para Agnela Barros

Francisco Pedro|

A linguista e crítica de arte Agnela Barros recebeu, na quarta-feira, à noite, em Luanda, a Medalha de Cavaleiro da Ordem das Artes e Letras, atribuída pelo Ministério da Cultura da França.

Embaixador de França Sylvain Itté seguido da homenageada e do Conselheiro Cultural, Sébastien Vittet
Fotografia: José Cola

O embaixador de França, Sylvain Itté, justificou a condecoração com “os inúmeros serviços notáveis prestados por Agnela de Barros à francofonia”.

Adiantou que, a homenageada, mesmo estando a trabalhar na TAAG, como directora executiva da Revista Austral, intervém em todas as áreas das artes e cultura.
Agnela Barros Wilper é presidente da Aliança Francesa desde 2009. Licenciada em Estudos Portugueses e Mestre em Estudos de Teatro pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, foi professora assistente da Universidade Agostinho Neto entre 1987 e 1997 e directora- geral do Instituto Nacional de Formação Artística do Ministério da Cultura entre 2003 e 2005.
Agnela Barros considerou a condecoração um acto de “grande simbolismo”, que permite recordar todos os investigadores angolanos, cujas acções não são tão visíveis, preferindo trabalhar mais nos bastidores.
“Custa-me falar, porque é um momento de grande emoção e simbolismo para nós”, disse.
Acrescentou que o reconhecimento do Governo francês “é um gesto que vai dar ânimo a muitos colegas que fazem investigação e não se preocupam com a visibilidade”. Recordou que muitos angolanos que ocupam cargos públicos exilaram-se em França fugindo do regime fascista em Portugal. “Precisamos do passado para conhecer o presente, vou continuar a estar ao lado da francofonia”, enfatizou.

 

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