Cultura

Chegam “Notícias do Palácio” para os leitores portugueses

Autor do prefácio “Notícias do Palácio - Um Ano de Mandato do Presidente João Lourenço”, do jornalista e escritor Luís Fernando, coube, igualmente, ao antigo governante Jorge Coelho a apresentação do livro, na terça-feira ao final da tarde, no Museu da Cerveja, em Lisboa.

Autor autografa um exemplar do livro para a jurista e política portuguesa Maria de Belém
Fotografia: DR

“Este livro, nas condições em que foi publicado, com a maior liberdade, significa que Angola está a viver uma gigantesca transformação. Porque não era possível haver um livro escrito com tudo o que este comporta, em qualquer outra situação”, afirmou, peremptório, Jorge Coelho durante a cerimónia de apresentação do livro.
Para uma casa cheia, Jorge Coelho lembrou o início da amizade com Luís Fernando - “um grande humanista, acima de todas as outras qualidades que tem”, destacou. Jornalista com mais de 40 anos de carreira e escritor desde 1999, ano em que publicou o primeiro livro “90 Palavras”, Luís Fernando é, actualmente, secretário para a Imprensa do Presidente João Lourenço.
Passando em revista alguns dos episódios mais marcantes do livro, que mostram os bastidores do Palácio da Cidade Alta, residência oficial do Presidente de Angola durante os primeiros 12 meses de João Lourenço, como chefe de Estado angolano, Jorge Coelho citou Fernando Pessoa e o Papa Francisco para evidenciar as qualidades da escrita de Luís Fernando - um jornalismo literário com pessoas e histórias reais - deixou um aviso: “este livro não é apenas para ler, é, também, para ser vivido porque a forma como está escrito, transporta-nos para dentro do palácio”.
Um palácio onde há “um novo pensamento, num novo ciclo político, com carácter profundamente reformista”, assinalou. “Angola durante estes novos tempos mudou de forma radical a imagem negativa que tinha, nos media nacionais e internacionais. Foi a mudança de ciclo, por vontade do povo angolano, que contribuiu decisivamente para isso. A nova liderança do Presidente João Lourenço e a nova forma, expressa, também, no livro, de exercer o poder, são fundamentais para que isso seja uma realidade. E, não tenho dúvidas, que o alto profissionalismo e total empenho deste homem especial, muito tem contribuído para esse enorme sucesso que é Angola mais livre e independente”.
Mais breves foram as palavras de Luís Fernando, que encerrou a apresentação do “testemunho escrito dos pós-conflito armado” que mostra “como se faz agora política centrada nos valores republicanos, no esforço quotidiano de servir um povo”. Manifestando o seu orgulho, “por fazer parte da equipa de onde tudo emana”, Luís Fernando destacou “a liderança corajosa” de João Lourenço, “focada nos valores que entendo serem os únicos pelos quais um homem pode e deve merecer o respeito de outro homem: a predisposição para servir”.
“O presidente João Lourenço, o político reformador que todos nós acabámos de testemunhar, a performance na visita que agora fez a Portugal, é o homem a quem se deve o renascimento da esperança do povo angolano”, afirmou.
Terminou, a citar o Presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, numa frase que proferira na sexta-feira, no Palácio da Ajuda, onde ofereceu um banquete a João Lourenço: “Os políticos servem os Estados para servirem os povos”.
Depois convidou os presentes a visitarem, no mezanino, a exposição de pintura de um dos maiores vultos das artes plásticas angolanas, o Mestre Guilherme Guizef, “que fez questão de mostrar em Lisboa a sua criatividade, neste momento muito especial e muito marcante das relações entre os nossos dois países e povos.”

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