Chile reabre investigação à morte de Pablo Neruda


24 de Janeiro, 2015

Fotografia: Divulgação

A justiça chilena vai reabrir a investigação sobre a morte do poeta Pablo Neruda para averiguar as suspeitas de envenenamento, noticiou ontem a agência Reuters.

Pablo Neruda, vencedor do Nobel da Literatura em 1971, morreu em 23 de Setembro de 1973, duas semanas após o golpe militar que permitiu a ascensão ao poder do ditador Augusto Pinochet.
O ex-motorista do poeta declarou na altura que agentes da ditadura se tinham infiltrado na clínica de Santa Maria, em Santiago, onde Pablo Neruda estava internado com cancro na próstata, e lhe aplicaram uma injecção letal, mas uma investigação realizada em 2013 não foi esclarecedora.
A reabertura do processo, solicitada pela família de Neruda e pelo Partido Comunista, é apoiada pelo Governo, tendo em conta que existem agora técnicas forenses que permitem detectar eventuais danos celulares ou em proteínas provocadas por agentes químicos que presentes nos restos mortais do poeta, em vez de, como na primeira investigação, procurarem algum veneno no corpo de Neruda. “Há indícios que foi envenenado e as evidências apontam para o envolvimento de certos agentes, o que pode constituir um crime contra a humanidade”, disse ontem o secretário dos Direitos Humanos do Ministério do Interior chileno, Francisco Ugaz.
O mais conhecido poeta chileno publicou em 1924 o livro “20 Poemas de Amor e uma Canção Desesperada”, com apenas 19 anos. Além de poeta prolífico, foi activista político e apoiante de Salvador Allende.

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