Cidades antigas à mercê de salteadores


2 de Março, 2015

Fotografia: REUTERS

A ONU anunciou que quer acabar com tráfico de obras de arte provenientes da Síria, país que tem seis locais históricos em perigo de destruição, mesmo depois de dois anos de alertas.

A ONU condenou a destruição do património cultural e prometeu tomar medida para combater o tráfico de antiguidades naquele país.
O Observatório Mundial do Tráfico Ilícito de Bens Culturais do Comité Internacional de Museus (ICOM) ameaçou impôr sanções a países e pessoas que permitam que “grupos terroristas” beneficiem com o negócio de antiguidades. A medida, diz o ICOM em comunicado, destina-se a evitar a destruição do património classificado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).
O Iraque é também mencionado no relatório, mas tem sido na Síria que os combates e os roubos de relíquias se intensificaram mais recentemente.

Norte do Iraque

O Estado Islâmico (EI) destruiu, no norte do Iraque, uma colecção de estátuas e esculturas inestimáveis. Um vídeo do EI mostra homens a destruírem estátuas do século VII a.C. por considerarem serem símbolos de idolatria. Os artigos destruídos parecem ser de um museu de antiguidades na cidade de Mosul, norte do Iraque, ocupado em Junho pelo EI, afirmou um ex-funcionário daquele museu à agência Reuters. Os militantes do EI derrubaram as estátuas que se encontravam em colunas e despedaçaram-nas.
Lamia al-Gailani, arqueóloga iraquiana e membro do Instituto de Arqueologia, com sede em Londres, disse que os militantes causaram um dano incalculável. “Não é somente a herança do Iraque, é a do mundo todo, algo que pertence à Humanidade”, declarou à Reuters a arqueóloga Lamia al-Gailani, acrescentando que “as peças são inestimáveis e únicas”.

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