Cidades brasileiras recebem a exposição


5 de Março, 2015

Fotografia: Reuters

As cidades brasileiras de São Paulo e Rio de Janeiro vão acolher este ano a exposição “Picasso e a modernidade espanhola”, que inclui 90 obras de artistas espanhóis, na sua maioria do pintor, pertencentes ao Museu Rainha Sofia, de Madrid.

A mostra, que ficou aberta  ao público até ao dia 25 de Janeiro no Palazzo Strozzi de Florença (Itália), pode ser vista entre 25 deste mês e 8 de Junho no Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo e entre 24 de Junho e 7 de Setembro na sede do centro no Rio de Janeiro, informaram à Agência Efe os organizadores.
A exposição, com obras de 37 autores, aborda a contribuição de Pablo Picasso no cenário espanhol e internacional da arte e a influência do fundador do Cubismo e dos seus contemporâneos.
O curador da exposição no Brasil vai ser Eugénio Carmona, professor de História da Arte da Universidade de Málaga e especialista em Picasso.
“Picasso e os artistas espanhóis tiveram um papel decisivo na criação e nas definições da arte moderna internacional e a exposição pretende propor um encontro com as mais singulares contribuições desses criadores, mas não de forma convencional, com os seus rótulos, mas a partir dos fundamentos estéticos que configuraram as experiências espanholas da modernidade”, afirma o curador.
A mostra apresenta os diálogos, as relações e os desafios que são estabelecidos entre Picasso e outros artistas modernos espanhóis como Juan Gris, Joan Miró, Salvador Dalí, Júlio González, Óscar Domínguez, Eduardo Chillida, Martín Chirino, Pancho Cossío, Ángel Ferrant, Manuel Millares, Benjamín Palencia, António Saura, José Gutiérrez Solana, Antoni Tàpies e Daniel Vázquez Díaz. Entre as obras de Picasso presentes na mostra destacam-se “Cabeza de Mujer” (1910), “Busto y Paleta” (1932), “Retrato de Dora Maar” (1939), “El Pintor y la Modelo” (1963) e “Mujer sentada apoyada sobre los codos” (1939).
Entre as pinturas, esculturas, desenhos e gravuras do Museu Rainha Sofia também se destacam as obras “Siurana, el camino”, de Miró; “El violín”, de Juan Gris e “Composición cósmica”, de Óscar Domínguez. As obras vão chegar ao Brasil por iniciativa conjunta da Fundação Mapfre e do Centro Cultural Banco do Brasil, as duas instituições responsáveis por “Impressionismo: Paris e a ­Modernidade”, a exposição mais visitada no mundo em 2013. A mostra vai estar dividida em oito salas, entre as quais “Picasso: o trabalho do artista” e “Picasso, variações”, que mostram a relação do artista com a modernidade e a sua diversidade criativa.
Uma terceira sala entra no imaginário de Picasso para tentar descrever como concebeu “Guernica” e inclui estudos da obra sobre o bombardeamento nazi sofrido pela cidade.
As outras salas mostram de forma transversal a relação do pintor e dos outros modernistas espanhóis com conceitos como “ideia e forma”, “sinal, superfície e espaço”, “realidade e super-realidade” e “natureza e cultura”.
A última sala destaca como a arte espanhol no final da década de 1950 foi “em direcção a outra modernidade”. A exposição de Picasso desembarca no Brasil apenas dois meses depois da de “Salvador Dalí”, a mais completa exposição do pintor catalão até agora organizada no Brasil.
“Salvador Dalí”, com 150 obras entre pinturas, desenhos e gravuras, foi a mostra mais visitada nos 25 anos do CCBB do Rio de Janeiro, com 978 mil visitas.
Em 2000, outra exposição monumental de artistas espanhóis, “Esplendores da Espanha, de El Greco a Velázquez”, composta por 140 obras do “Século de Ouro” espanhol, também atraiu uma multidão ao Museu de Belas Artes do Rio de Janeiro, no Brasil.

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