Cineasta George Lucas celebra “Star Wars”


17 de Abril, 2017

Fotografia: AFP |

A saga “A Guerra das Estrelas” (Star Wars) completou, este ano, quatro décadas de existência. Para assinalar a data foi celebrado até ontem, na cidade de Orlando, nos Estados Unidos, a 12.ª edição da “Star Wars Celebration”, uma convenção que teve fãs de todo o mundo.

Foram quatro dias de festa. O primeiro dia contou com o criador George Lucas e o actor Harrison Ford, e uma homenagem póstuma a Carrie Fisher, perante fãs de todo o mundo, reunidos em Orlando.
Antes do surgimento de Ford, Lucas falou um pouco do processo de levar por diante o primeiro filme da saga, que acabou por mudar a forma de fazer cinema em Hollywood. Não disse nada de novo, mas agradeceu de forma especial a Alan Ladd Jr., o homem da “20th Century Fox”, que lutou por levar por diante a ideia de Lucas.
Uma ideia que Lucas disse ter sido inspirada nas séries de aventuras que viu quando criança. “Quis fazer um filme de aventuras igual a tantos outros que vi na televisão na minha infância”, disse.
Na alocação que fez aos fãs, muitos deles que viram o primeiro filme nas salas de cinema, há 40 anos, disse que o filme havia sido pensado para um público juvenil de 12 anos.
“Era uma forma de lhes dizer, vão entrar no mundo adulto, provavelmente estão assustados, e isto é algo que terão de aprender”, disse, discorrendo sobre a importância da “amizade, da honestidade, da confiança, de fazer o correcto e evitar o lado sombrio da vida.”
A relação com as crianças foi ainda sublinhada  quando recordou um episódio, na altura em que estava a rodar em Espanha e elas se aproximavam dele querendo tocar-lhe: “estavam fascinadas e aí percebi que tinha alcançado o meu objectivo, independentemente do que os mais críticos pudessem pensar.”
Os admiradores, referem os relatos, reagiram com emoção à sessão, principalmente quando o apresentador, o actor Warwick Davis, chamou ao palco Mark Hamil (Luke Skywalker), tendo sido apresentadas imagens de Hamill na audição para o papel. Foi quando chegou Harrison Ford que a recepção se transformou em apoteose, tendo o actor começado a brincar: “Não fez diferença nenhuma na minha vida ter entrado em 'Star Wars'”. O actor recordou que depois de ter feito “American Graffiti”, em 1973, com George Lucas, teve de regressar ao seu trabalho como carpinteiro. Um dia estava a terminar uma porta para Francis Ford Coppola utilizar num filme, quando apareceram Lucas e Richard Dreyfuss, que lhe falaram do filme que andavam a preparar.
“Pagava as minhas contas como carpinteiro e desde 1977 pago-as como actor. Obrigado, George”, resumiu Ford. “Tem sido uma bela viagem desde aí. O Lucas conseguiu criar uma brilhante mitologia que dura há 40 anos.”
O maior aplauso foi para a homenagem póstuma a Carrie Fisher, primeiro através de um vídeo com imagens nunca antes vistas da actriz nos bastidores, e a seguir, por intermédio da filha, Billie Lourd, que leu um texto. A memória de Carrie, que morreu o ano passado, foi também exaltada por Lucas que disse que não havia muita gente como ela: “Ela dizia que não sabia muito bem onde Leia começava e onde Carrie terminava. Ela era a mais forte do grupo e ao mesmo tempo a mais frágil”, enquanto Ford destacou a “mulher forte, sensível, engraçada e de um intelecto muito singular.”

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