Cipriano Caningui o rei dos Sambos


5 de Maio, 2016

Fotografia: Santos Pedro

A ministra da Cultura, Carolina Cerqueira, analisou ontem em Luanda com a directora provincial da Cultura do Cuando Cubango o estado dos projectos em curso naquela província no âmbito da massificação da cultura nacional.

Durante o encontro foram passadas em revista questões ligadas aos projectos de municipalização da cultura, valorização das figuras históricas e a recolha da música tradicional e artesanato daquela região do país.
Situada no sudeste de Angola, a província do Cuando Cubanbo faz fronteira com a Namíbia e a Zâmbia e tem-se notabilizado pelo projecto Okavango Zambeze, que une os três países num plano ambicioso de preservação do ambiente e do ecossistema.
A província do Cuando Cubango alberga também o monumento do Cuito Cuanavale, em memória aos Combatentes da batalha que foi determinante para a pacificação da África Austral.

Cipriano Caningui

A ministra da Cultura publicou ontem um comunicado em que destaca que a morte do soberano dos Sambos, no Planalto Central, Cipriano Caningui, constitui a “perda irreparável de uma fonte de conhecimentos no mosaico cultural e tecido social angolano”.
No comunicado de condolências citado pela Angop sobre a morte do soberano, ocorrida no passado fim-de-semana, Carolina Cerqueira destaca que o rei Cipriano Caningui foi uma entidade que guiou com dignidade a sua comunidade e preservou o conhecimento da ancestralidade que transmitiu às suas populações durante os seus anos de vida. “A irreparável morte do soberano dos Sambos constitui um vazio para toda a sociedade angolana, porque temos consciência de ter perdido uma fonte de conhecimento irrenovável de um passado heróico que resistiu ao sistema colonial por se ter constituído num instrumento cultural de luta para que hoje estejamos a decidir o nosso futuro”, diz a ministra no texto.
De acordo com a mensagem da ministra, “Angola é o produto destas figuras do mundo tradicional que, de uma forma directa ou indirecta, conseguiram educar as populações na forma de estar e ser, através de adágios, provérbios, danças, canções, artes e todo o tipo de conhecimentos de ordem do costume que urge hoje recolher para serem compreendidos, seleccionando os elementos culturais positivos que devem ser incorporados na forma de ser e estar, a fim de se enriquecer as diversas manifestações da angolanidade”.

capa do dia

Get Adobe Flash player




ARTIGOS

MULTIMÉDIA