Cultura

Circuito de teatro exibe espectáculos de estreia

A exibição de espectáculos inéditos vai marcar a terceira edição do Circuito Internacional de Teatro (CIT), que decorre de 30 de Junho a 17 de Setembro, no Centro Cultural Brasil - Angola (CCBA) e na Liga Africana, em Luanda.

Festival de teatro, uma iniciativa do Pitabel, está enquadrado no projecto “Cultura para todos”
Fotografia: Kindala Manuel | Edições Novembro

Manuel Albano

A peça, que vai marcar a abertura do CIT , é resultado do tema escolhido para esta edição “A língua portuguesa entre nós”, numa actuação de um grupo de alunos do segundo ano do curso de Teatro do Instituto Superior de Artes (ISART), com assistência de produção do actor, encenador e professor de artes José Teixeira “Chetas”.
Durante a cerimónia de abertura está prevista a actuação do grupo de dança tradicional Kilandukilo e do músico Constantino, assim como momento de homenagem ao director provincial da Cultura e Acção Social de Luanda, Manuel Sebastião, pelo seu contributo de quatro décadas dedicados às artes.
O grupo Horizonte Njinga Mbandi, a par do Elinga Teatro e Pitabel, são convidados especiais desta edição do CIT, razão pelo qual não lhes foi exigido a exibição de peças de teatro inéditas.
Em conferência de im-prensa realizada ontem, no Centro Cultural Brasil-Angola (CCBA), o director-geral do CIT disse que nesta edição a ideia é procurar inovar, no sentido de tornar o festival cada vez mais atractivo e abrangente, embora ter reconhecido as dificuldades  que têm enfrentado para a sua realização.
Adérito Rodrigues “BI” assegurou que, este ano, uma das inovações é a realização de 33 espectáculos inéditos, cujo objectivo é fazer do circuito a maior plataforma de festival de teatro de âmbito nacional. “A diversificação de temas nas obras de teatro vai permitir trazer outra qualidade ao projecto, razão pelo qual uma das exigências desta edição é a apresentação de espectáculos de estreia.”
Evitar a monotonia, in-centivar o intercâmbio entre os grupos e companhias de teatro nacionais e estrangeiros participantes é outro objectivo do CIT, que este ano realiza a sua terceira edição. “Queremos valorizar os processos de criação e as artes cénicas, incentivando a produção de teatro e do turismo cultural”, adiantou o responsável do festival.
Adérito Rodrigues “BI”  frisou que o CIT nas próximas edições vai procurar apresentar uma novidade com a criação de parcerias, fundamentalmente, com as associações culturais e o envolvimento de empresas públicas e privadas, como é o caso da AngoMart, no sentido de ajudar a promover mais o teatro nacional.
As questões logísticas e o actual momento económico e financeiro que o país atravessa, explicou, é uma das razões que fez com que a direcção do  certame fosse forçada a não inscrever a participação, pela primeira vez, da companhia Postolucion Circo Filu da Colômbia, e a companhia Chão de Oliva de Portugal.
O também encenador do Pitabel disse que as inscrições para a terceira edição do festival decorreram de 1 de No-vembro a 31 de Dezembro do ano passado, tendo sido inscritos um total 73 grupos, entre nacionais e estrangeiros, do qual foram seleccionados apenas 36 colectivos.
Durante os três meses de festival vão ser exibidos 36 espectáculos de teatro para adultos e infantis, menos 40 espectáculos relativamente à edição passada. Ao longo do festival vão realizar-se  palestras e oficinas denominadas “Bate Papo Teatral”,  coordenadas pelo encenador e professor José Teixeira “Chetas”, em que vão ser ministrados os temas  “A adaptação de textos dos escritores nas peças de teatro”, “O crescimento do teatro em ambos países”, “Os conteúdos”, “O processo de criação artística”,  “A produção teatral” e “Teatro e sua especificidade”.
A última edição do festival realizada de 1 de Julho a 17 de Setembro do ano passado, sob o lema “CIT-50 anos de Mena”, homenageou o dramaturgo, encenador  e director-geral do Elinga Teatro,  José Mena Abrantes,  como reconhecimento pelos seus 50 anos ligados à actividade dramática no país.
A iniciativa visa incentivar o intercâmbio  entre grupos  e companhias  de teatro de Angola e de outros países, bem como valorizar o processo de criação das  artes cénicas e estimular a produção  teatral.

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