Cultura

Circuito de teatro prioriza exibição de peças inéditas

Manuel Albano

A exibição de espectáculos inéditos vai marcar a terceira edição do Circuito Internacional de Teatro (CIT), que decorre de 30 de Junho a 17 de Setembro, no Centro Cultural Brasil - Angola (CCBA) e na Liga Africana, em Luanda.

Grupo Horizonte Njinga Mbandi, a par do Elinga Teatro e Pitabel, são convidados especiais desta edição do CIT
Fotografia: Dombele Bernardo | Edições Novembro

Adérito Rodrigues “BI”, director geral do CIT, disse ontem ao Jornal de Angola que neste edição a ideia é inovar, no sentido de tornar o festival cada vez mais atractivo e abrangente.
A diversificação de conteúdos nas peças de teatros, adiantou Adérito Rodrigues “BI”, vai atribuir outra qualidade ao CIT, razão pelo qual uma das exigências desta edição é a apresentação de espectáculos de estreia: “Queremos evitar a monotonia, por formas a garantir continuidade e qualidade que o festival já granjeou no mercado nacional e internacional”, realçou o director geral do CIT.
Adérito Rodrigues “BI” assegurou, que o CIT nas próximas edições vai apresentar uma novidade com a criação de parcerias, fundamentalmente, com as Associações culturais no sentido de ajudar a promover outras disciplinas artísticas.
Este ano, o festival é aberto pela companhia brasileira Rosas e Letras, com duas exibições nos dias 30 de Junho (abertura) e 1 de Julho, no Centro Cultural Brasil - Angola (CCBA), na baixa da capital.
Outra novidade, segundo Adérito Rodrigues “BI”, é a participação, pela primeira vez, da companhia Postolucion Circo Filu da Colômbia, logo que teve conhecimento da abertura das candidaturas para a terceira edição do CIT, entrou em contacto com a organização através da página oficial do festival na internet, e fez a inscrição.
Em função de algumas limitações de logísticas que o festival enfrenta, fruto do contexto actual económico e financeiro do país, Adérito Rodrigues “BI” lembrou que se está a fazer um trabalho sensibilizador diante dos grupos internacionais, por formas a não serem surpreendidos. “Felizmente, o CIT já se tornou uma marca e estamos a receber vários pedidos de companhias estrangeiras que pretendem conhecer o país e trocar experiências artísticas, fundamentalmente, no domínio das artes cénicas.”
Enquadrado no projecto “Cultura para todos”, iniciativa do grupo de teatro Pitabel, o programa do festival reserva a realização de uma conferência de imprensa, uma semana antes da abertura do CIT para a apresentação definitiva das actividades.
As inscrições para a terceira edição do festival decorreram de 1 de Novembro a 31 de Dezembro, neste período regista-se a inscrição de 73 grupos, entre nacionais e estrangeiros. Durante os três meses de festival vão ser exibidos 35 espectáculos de teatro para adultos e infantis, menos 40 espectáculos relativamente à edição passada.
Ao longo do festival vão realizar-se várias palestras e oficinas, em que vão ser debatidos aspectos sobre “A adaptação de textos dos escritores nas peças de teatro”, “O crescimento do teatro em ambos países”, “Os conteúdos” e “O processo de criação artística”,  “A produção teatral” e “Teatro e sua especificidade”.

Grupos participantes


Para esta edição foram seleccionados os grupos nacionais, Enigma, Imbondeiro, Henriques Artes, Miragens, Oásis, Amazonas, Feloma Mussanzala, Companhia Arte e Sol (CAS), Dadaísmo, NguizaneTuxicane, Amor a arte, Kulonga, Imaioso, Nova Cena, Projecto Vela, Ketuanzambi, Njila Teatro, Etungo, Ndokweno Arte (Luanda).
Nova Lua (Cuanza - Sul), Ombaka, Tweya e Bismas (Benguela) e Ana Tweza (Malanje), e os estrangeiros Postolucion Circo Filu (Colômbia), Rosas e Letras e Grupo Estrada (Brasil), Lareira e Centro de Criação Artística (Moçambique),  Chão de Oliva (Portugal) e de uma companhia de França, numa parceria entre o CIT e a Aliance Francesa de Luanda.

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