Cultura

Colectiva “Mu Seke” patente no Memorial Agostinho Neto

Amilda Tiberia

Desconstruir conceitos e reconstruir matéria é a mensagem transmitida na exposição colectiva “Mu Seke”, pelos artistas plásticos Mumpasi Meso e Ricardo Kapuka, inaugurada, sexta-feira, no Memorial Dr. António Agostinho Neto, em Luanda.

Pintura acrílica sobre tela patente no Memorial
Fotografia: Dombele Bernardo | Edições Novembro

A mostra fica patente até ao dia 28 de Novembro,  sob técnicas mistas, e inclui instalação, madeira, metal e tintas acrílicas sobre tela, num total de 24 obras.
Segundo o director da galeria Ela, Dominick Alexander Maia-Tuner, que organiza a exposição, com pouca ou nenhuma ideia pré-concebida, durante quatro semanas, sem horários, os artistas experimentaram novas técnicas, e escrita de novas narrativas durante uma residên-
cia artística.
O artista plástico Mumpasi Meso frisou que as pessoas têm uma má percepção do conceito “Mu Seke” por serem casas feitas em zonas suburbanas, ao redor de residências de espaços urbanos.
“Mu Seke é um lugar de onde saímos, mas acabamos por voltar, porque construímos por atrás das elites e serve para algumas como lugar para pensar e relaxar”, disse o artista. />Na mesma senda, o artista plástico Ricardo Kapuka definiu “Mu Seke” como a aldeia do ponto de partida e chegada, de mil percursos de vida, histórias e memórias, desde a infância até à velhice.
“São os espaços que nos propiciam recordações, nostalgia dos momentos vividos, para sempre guardados no relicário do tempo que nunca para”, realçou.
Meso Capinga Mumpasi nasceu no Zaire. A inspiração para as artes surgiu do pai, também pintor, Za Meso Mumpasi, com quem aprendeu a arte de mosaico sobre pedra. Em 2009 licenciou-se em pintura pela Academia de Belas Artes Kinshasa, na República Democrática do Congo (RDC). No mesmo, ano formou-se em batik de cera, também na RDC. Tem como filosofia a espontaneidade e como evoca a eternidade que interpreta em cada momento da consciência humana, assim como a esperança e o amor.

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