Cultura

Colectivos de arte apostam na transmissão de valores

Manuel Albano |

O grupo Amor e Arte exibe hoje às 14h00, no Centro Cultural Rebita, na Ilha do Cabo, em Luanda, o espectáculo de teatro dedicado às crianças “Intervalo Maior”, inserido na Mostra de Teatro Infantil, que decorre desde segunda-feira até amanhã.

No seguimento, o grupo infantil Tata Yetu apresenta, às 16h00, a peça “O corpo humano”, e uma hora depois, a Companhia de Teatro Arte Sol exibe a obra “Menina que não sabia dançar”.
Amanhã, último dia da Mostra de Teatro Infantil, o grupo infantil Kirikiki-Kirikika apresenta, às 14h00, a peça “Não chores Palhaço”. No encerramento da primeira edição do festival de teatro dedicado às crianças, o colectivo Tuzolana, mentor da iniciativa, apresenta, às 17h00, o espectáculo “A Ilha dos sentimentos”.
Depois da grande exibição na abertura do festival com a peça “Capuchinho Vermelho”, o grupo está a preparar uma peça que possa estar a altura da mostra e dignificar o teatro desenvolvido pelas crianças, disse, ontem ao Jornal de Angola, a promotora da actividade, Liliana Njinga.
Durante o festival, explicou Liliana Njinga, estão a ser feitas trocas de experiências, que tem permitido uma maior coesão e socialização entre as crianças e os próprios encenadores, sobre os caminhas a seguir para o crescimento do teatro infantil, não apenas em Lunada, mas também nas restantes províncias do país: “Esperamos nas próximas edições poder contar com mais apoios, quer de instituições do Estado, quer de instituições privadas”.
Apesar de reconhecer as dificuldades de logísticas que acarretam para manter um grupo de adultos no activo, ainda assim, Liliana Njinga apelou aos grupos consagrados da capital e de outras províncias a apostarem também no teatro infantil com aberturas de escolas nas suas agremiações.
“Se quisermos no futuro ter bons actores, recorda, os grupos precisam apostar na base para permitir o surgimento e despertar nas crianças o gosto pelas artes, em geral, e o teatro, em particular", disse Liliana Njinga, para concluir: “Temo-nos esquecido desta franja da sociedade que é o alicerce para o desenvolvimento da sociedade.”

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