Cultura

Colóquio divulga Poeta Maior

Francisco Pedro |

O colóquio sobre a Dimensão Cultural de Agostinho Neto, previsto para amanhã, às 9H00, no Memorial Dr. António Agostinho Neto (MAAN), em Luanda, visa divulgar o seu legado,como líder da luta de libertação nacional, fundador da Nação, Estadista, homem de cultura e humanista, segundo Alice Beirão, chefe do departamento de Apoio à Investigação.

Os participantes também vão efectuar uma visita guiada para conhecer o acervo do Memorial Dr. António Agostinho Neto
Fotografia: Edições Novembro

Todos os anos, informou Alice Beirão, o MAAN organiza uma conferência sobre a vida e a obra do Presidente António Agostinho Neto, no âmbito das suas competências e atribuições enquanto instituição pública, cuja finalidade é preservar, perpetuar, investigar e divulgar o legado do Dr. António Agostinho Neto.
“Este ano, de acordo com o programa de actividades do FestiNeto e da celebração do 95º aniversário natalício de Agostinho Neto, denominou-se apenas um colóquio em vez de uma conferência”, realçou a investigadora.
As comunicações vão ser apresentadas por investigadores nacionais, entre críticos, ensaístas, jornalistas e escritores. Alice Beirão disse que, à partida, pretendiam  realizar uma conferência na qual não seriam somente estudiosos nacionais, como também estudiosos estrangeiros, “por razões alheias à nossa vontade e para não deixar passar o ano em branco, reformulamos o projecto para o colóquio onde serão abordados temas pertinentes dirigidos aos estudantes universitários, pre-universitários e ao público em geral.”
A entrada é livre e prolonga-se até às 13 horas, incluindo uma animação cultural, com trova e poesia a cargo de Nzambi Paulo. Também fará parte do momento cultural uma sessão de autógrafos pela obra “O Gelado de Múkua da Mamita”, de autoria da escritora Domingas Monte.
Questionada sobre o tempo de discussão do tema “Dimensão Cultural de Agostinho Neto”, reservado apenas para o período da manhã, Alice Beirão reconheceu que a dimensão cultural de Agostinho Neto não se esgota num dia nem em uma semana de trabalhos durante um colóquio ou conferência.
Esclarceu que, tendo em conta o trabalho que têm desenvolvido com os estudantes, particularmente jovens, que visitam periodicamente o MAAN, “percebemos que têm pouco conhecimento sobre a vida e a obra do primeiro Presidente de Angola, o que nos motivou a projectar um colóquio onde os estudantes poderão, em um dia, ter uma visita guiada no interior do memorial e, consequentemente, participarem no colóquio onde estarão a apreender mais sobre a mimensão cultural do Poeta Maior.” Por isso, disse que constituem o público alvo investigadores e  pesquisadores de Agostinho Neto, académicos, docentes, estudantes universitários  e do I e II ciclos. O colóquio abre com uma visita guiada às instalações do MAAN, seguida da entoação do Hino Nacional e apresentação de boas vindas aos convidados.
O tema que abre o primeiro painel, para debate é “Literatura de Neto e consciencialização cultural”, a cargo do jornalista e investigador Norberto Costa. O programa inclui ainda, “Análise psico-crítica da prosa de Agostinho Neto”,  com o professor e crítico literário Hélder Simbad.

Neto em Havana

O legado de Agostinho Neto foi enaltecido sábado, em Havana, num acto político e cultural em que se honrou a memória do fundador da Nação angolana, cujo prestígio ultrapassou as fronteiras de Angola e do continente africano. Ao intervir na actividade organizada pela Embaixada de Angola, no âmbito das comemorações do Dia do Herói Nacional, o Adido de Imprensa, Fernando Tati, falou da visão estratégica do Presidente Agostinho Neto patente nas suas múltiplas intervenções públicas.
Fernando Tati referiu que Agostinho Neto após conduzir a longa Luta de libertação nacional contra o colonialismo português, que culminou com a proclamação da Independência Nacional a 11 de Novembro de 1975, “manifestou uma preocupação permanente com o futuro de uma Nação que se preparava para uma batalha ainda maior: a luta pelo desenvolvimento e pelo progresso”.
Fernando Tati frisou que a par do líder da Revolução Cubana, Fidel Castro Ruz, Agostinho Neto foi “um dos artífices das excelentes relações de amizade e cooperação hoje existentes entre Angola e Cuba”.
A Embaixadora Noemi Benitez de Mendonza, que no início deste século esteve à frente da representação diplomática cubana em Angola, testemunhou como conheceu Agostinho Neto, exprimiu a sua admiração pelas suas qualidades humana e revolucionária e realçou a importância que teve na afirmação das relações entre Angola e Cuba.
A actividade foi realizada apenas nessa altura devido aos problemas causados pela passagem por Cuba do furacão Irma.

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