Comboio cultural avaria na região de Quizenga

Mário Cohen | Malanje e André Brandão | Ndalatando
13 de Setembro, 2014

Fotografia: José Soares

O comboio cultural transportando dezenas de criadores de arte das províncias de Luanda, Bengo e Uíge avariou ontem a seis quilómetros da estação de Quizenga, na província do Cuanza Norte, depois de ter deixado Ndalatando na sexta-feira com destino a cidade de Malanje.

A partida do comboio cultural, na quinta-feira na estação do Bungo, em Luanda, foi testemunhada pela ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, que na ocasião inaugurou, num dos vagões do comboio, uma mostra de obras literárias de escritores nacionais, na qual se destacam “Sagrada Esperança”, de António Agostinho Neto, e “Mestre Tamoda”, de Uanhenga Xitu.
Expostos estão igualmente no comboio cultural, que tem como objectivos mostrar uma série de produtos culturais das várias regiões do país, os livros “Luanda”, de Luandino Vieira, “A Morte do Velho Kipacaça”, de Boaventura Cardoso, “Meu Amor da Rua Onze”, de Aires de Almeida Santos, “Poemas”, de António Jacinto, “A Chaga”, de Castro Soromenho, “Festa de Monarquia”, de João Maiomona, “Contingência: afectos, revoltas e ternuras”, de Akiz Neto, e “Se Amanhã o Medo”, de Ondjaki. As obras foram reeditadas pelo Ministério da Cultura.
No comboio cultural está igualmente patente uma exposição de artes plásticas composta por 35 obras de pintura, escultura e fotografia, produzidas pelos jovens artistas da galeria de arte Kaniaki Cultural. As obras, que vão ficar expostas até 20 deste mês, retratam o uso e costumes dos angolanos.

Maior festa cultural

Lourenço Roque, director-geral da Empresa Distribuidora de Exibição de Cinemas “EDECINE”, considerou quinta-feira em Ndalatando que o FENACULT é uma das maiores festas culturais que o povo angolano testemunha e mostra as potencialidades e raízes que Angola possui.
Lourenço Roque enquadrou a actividade nas festividades da segunda edição do FENACULT, a qual integra membros da Direcção Nacional da Cultura, criadores de artes, artistas plásticos, músicos, escritores, actores de teatro e intelectuais ligados à acção cultural de diferentes províncias do país.
A caravana, que partiu de Luanda às 9h30, de quinta-feira, num comboio do CFL, chegou a Ndalatando por volta das 15h00, depois de ter feito várias paragens ao longo do percurso.  No Cuanza Norte,  a recepção da  caravana foi marcada na Estação ferroviária de Ndalatando, capital da província, por exibição de grupos carnavalescos, de dança e de música, bem como por declamação de poesias.
A caravana pernoitou  em Ndalatando, onde a tarde e a noite foram preenchidas por palestras, espectáculos e visita a uma exposição sobre a vida e a obra da rainha Njinga Mbandi e de Aimé Césaire, patente na província do Cuanza Norte.
O comboio cultural interrompeu o seu percurso ontem à tarde, devido uma avaria na locumotiva, na área da Quizenga, que dista a 321 quilómetros de Luanda e 30 de Cacusso, província de Malanje, para onde os membros da caravana foram transportados por autocarros.
Um segundo comboio cultural, com a participação de artistas vai ser organizado a 18 deste mês, fazendo o percurso Luanda-Dondo, em saudação à Feira de Artesanato daquela cidade do Cuanza Norte, que vai ser aberta na mesma data.
Lourenço Roque disse que hoje parte um comboio cultural de Benguela com destino à província do Moxico e outro do Namibe para o Cuando Cubango, passando por Lubango.
O FENACULT 2014 é uma iniciativa que visa promover e exaltar a riqueza e a dimensão da cultura angolana, foi aberto a 30 de Agosto e estende-se até 20 de Setembro.

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