Cultura

Comissão directiva da UNAC-SA funciona com base nos estatutos

Manuel Albano

A comissão directiva da União Nacional dos Artistas e Compositores (UNAC-SA) funciona de acordo com os seus estatutos e “não existe comissão de gestão”, afirmou, ontem, em Luanda, Carlos Lamartine.

Carlos Lamartine (à esquerda) com o músico Zeca Moreno
Fotografia: Dombele Bernardo | Edições Novembro

O cantor explicou que existe uma direcção que foi eleita, homologada em assembleia, que está a dirigir os destinos da instituição de utilidade pública, enquanto não se realiza a eleição dos novos corpos directivos.
Carlos Lamartine, que reagia às informações da Lista B, liderada por Belmiro Carlos, segundo as quais a actual comissão directiva é ilegal, disse que a direcção da instituição é coordenada por Alberto Sebastião “Love - me”, que de forma colegial, com Santos Júnior e o próprio, procura resolver os problemas imediatos da organização.
A direcção da UNAC-SA, disse, com base nos estatutos denomina-se “Comissão Directiva”, que por razões óbvias do momento, não tem um presidente. “A comissão directiva elegeu um coordenador, que tem procurado resolver os problemas pontuais da organização, como pagamento de salários, controlo dos funcionários, responder às questões correntes e manter uma relação estável com as demais instituições nacionais e internacionais públicas e privadas.”
Carlos Lamartine elucidou que nem todos os artistas são membros da instituição, que defende os interesse da classe artística, por nunca terem feito o pedido de inscrição, razão pela qual não constam na base de dados da instituição. “Há vários artistas espalhados pelo país, mas um dos princípios para a sua vinculação é o da aceitação, pagamento de quotas e direito à participação nas assembleias”, afirmou o autor de “Histórias da Casa Velha”.
O músico disse que a lista B está preocupada porque sabe que o processo eleitoral está a ser conduzido com transparência, lisura, honestidade, responsabilidade, capacidade de organização e gestão, a mesma não conseguirá votos suficientes dos artistas para vencer as eleições.
Avançou que a lista B imbuída de “espíritos de má fé”, quer conotar a comissão directiva da UNAC e a Comissão Eleitoral Nacional de prática de campanha difamatória, alegando que essas instituições estão “contaminadas de vícios e sanidade”, que “não são possíveis de ser redimidos.”
Por outro lado, o músico pediu ponderação nos pronunciamentos dos elementos da lista B “porque a maioria desconhece o funcionamento da organização, não são partícipes das actividades e muitos só regularizaram as quotas na tentativa da corrida às eleições, porque sabem que a instituição, a funcionar na normalidade, pode ser um ‘el dourado’ para satisfazer os seus apetites.”
Carlos Lamartine lamenta o facto de depois que a Comissão Eleitoral Nacional interpôs recurso para a anulação da providência cautelar da lista B, os elementos desta lista “não têm feito mais nada, senão chamar nomes à comissão directiva.”
Sobre as acusações feitas pela lista B, o candidato da lista A à presidência dos corpos sociais da UNAC-SA, Zeca Moreno, prefere não tratar assuntos em “hasta pública”, por acreditar na credibilidade do processo e das instituições em causa.

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