Cultura

Companhia Ngola Teatro exibe “Casados & Cansados”

Manuel Albano e Roque Silva

“Casados & Cansados”, da autoria de Tony Frampênio, é o título do espectáculo dramático que a Companhia Ngola Teatro apresenta hoje, às 20h00, no Liga Africana, em Luanda, inserido na programação do Circuito Internacional de Teatro (CIT), que decorre até 17 de Setembro, na capital do país.

Grupo de teatro Huba Artes apresentou ontem no espaço Elinga o espectáculo “Pedaços de Carne”
Fotografia: Eduardo Pedro | Edições Novembro

O drama, com direcção artística de Avelino Dário, é representado pelos actores Cândida da Silva Candisa e Augusto Kameia PV e aborda num clima dramático e romântico, a vida de um casal de velhos, embrulhados pelo fogo do amor e engolidos pelo jogo da paixão, que os unia, num casamento que se tornava cada vez mais fraco e uma relação moribunda que já tinha caído na rotina.
De acordo com a sinopse do espectáculo, os dois viam o seu casamento sem as cores do arco-íris, como uma manhã cinzenta e um dia de frio. Ambos cansados e esgotados de tudo fazerem para salvar o seu próprio casamento, decidem voltar aos dias de sua juventude...
Amanhã, à mesma hora e local, o grupo de teatro “Amor a Arte” leva à cena o espectáculo “Cuidado Com a Boca”, da autoria e encenação de Marisa Júlio.
O espectáculo com 55 minutos e representado por seis actores narra a vida de um casal humilde do bairro do Mbocoio, da província Bié, residentes numa aldeia onde a tradição e os costumes falam mais alto do que qualquer decisão própria, onde não se pode jurar mais de três vezes sem antes saber as causas, caso  contrário é enforcado. É um mato ficcional em que o soba e a sua comparsa Florinda é que regem as regras. A peça foi estreada a 22 de Maio de 2014.
O grupo “Amor a Arte” é o vencedor do Prémio Nacional de Cultura e Artes, edição 2016, na categoria de teatro. O grupo existe há nove anos e é dirigido por Marisa Francisco Júlio encenadora e directora.
O grupo de teatro Huba Artes apresentou ontem à noite, no espaço Elinga, na Baixa de Luanda, o espectáculo dramático “Pedaços de Carne”, inserido na programação do Circuito Internacional de Teatro (CIT), que decorre até 17 de Setembro, na capital do país.
Escrita por Huba Mateus, Nelson Ndongala e Osvaldo Clemente, o espectáculo estreado no ano passado, narra a história do período de guerra civil que Angola atravessou e que   dizimou milhares de vidas, transformando muitos seres humanos em pedaços de carne.
O drama, levado à cena por dez actores, em 40 minutos, transporta para o palco a desgraça de uma Angola que  procura  uma resposta para a pergunta que não se quer calar: Quem é o culpado da morte do seu filho Cuito Cuanavale, a maior de todas as mortes durante o período de guerra civil.
O grupo de teatro Huba Artes é o vencedor do Prémio de Teatro “Angola Independente”, edição 2016.
Este edição do Circuito Internacional de Teatro realiza-se sob o lema “Trazer um mundo para Angola e levando Angola para o mundo” e homenageia o dramaturgo José Mena Abrantes pelos seus 50 anos dedicados às artes dramáticas em Angola.

  Problemas com telefonemas

Os problemas
causados nas relações conjugais devido às ligações telefónicas vão a abordagem amanhã, às 20h00, no Instituto Médio Politécnico Alda Lara, em Luanda, com a exibição do monólogo  “Falácia”.
A peça, representada pela actriz Deodete Collsoul, adaptada do livro de poesias “Umbal de transmutações” do angolano António Gonçalves, lançado em 2009 em Luanda e  em Havana,  Cuba.
O texto é baseado nos poemas “A quinta estação do tempo”, “A quarta voz do sexto caminho”, “Transparência”, “Um dia falarei”, “Conheci outro mundo”, “Oração nocturna”, “Partilhando” e “Voz do caminho”.  A peça montada por De Azevedo Buchecha, encenador do Projecto Vela Angola, é um drama que retrata em 50 minutos situações constrangedoras vividas actualmente por muitos casais, sobretudo de jovens com menos experiência e inseguros.
Domisia, personagem principal que é interpretado pela actriz do Diassonama, é uma jovem da elite que procura entender o motivo pelo qual o marido a trai. A única personagem passa, quase todo a peça, a tentar digerir um telefonema enganoso justamente no dia da comemoração de mais um dia de casados. Ao falar com o esposo, Domisia escuta a voz de uma outra mulher a agradecer a noite passada, supostamente com o seu marido.

 


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