Companhia termina ciclo de espectáculos


27 de Junho, 2014

O novo ciclo de espectáculos da Companhia de Dança Contemporânea de Angola, intitulada “Solos Para Um Dó Maior", que estreou na segunda-feira, no Auditório Pepetela do Centro Cultural Português, em Luanda, termina hoje às 19h00, no mesmo espaço.

O espectáculo, classificado para maiores de 12 anos, exibido ao longo da semana, é uma peça intimista construída com base num processo de pesquisa individual e improvisação, sobre um conjunto de personagens retiradas de um conto da literatura oral angolana.
A articulação com extractos da obra “A Cidade Cruel”, do escritor camaronês Eza Boto (Mongo Betti), abre ao público a possibilidade de desenvolver livremente a sua própria interpretação. Implícitas estão a Vida e a Morte. Os bilhetes, ao preço único de 2.500 kwanzas, estão a ser vendidos desde segunda-feira nas instalações do Centro Cultural Português. Para a comodidade de todos e por questões técnicas, a CDC Angola informa que não é possível o acesso à sala depois do espectáculo ter início, tal como é expressamente proibido fotografar e filmar.

Historial

Constituída em 1991 nas então estruturas do Ministério da Cultura sob a designação de Conjunto Experimental de Dança (CED) e integrada pelos professores e alunos de maior nível técnico da Escola Nacional de Dança, a Companhia de Dança Contemporânea de Angola (CDC) fez a sua estreia no Teatro Avenida, em Luanda, no dia 27 de Dezembro desse ano, com a peça “A Propósito de Lweji".
A alteração da designação deste colectivo (CED) - o primeiro de dança profissional do género em Angola e um dos primeiros em África a produzir dança contemporânea - para Companhia de Dança Contemporânea foi oficializada a 9 de Abril de 1993, por despacho do Ministério da Cultura, mantendo-se os mesmos integrantes, objectivos e metodologias de trabalho.
Com o propósito de divulgar a dança contemporânea dentro e fora do país através da apresentação regular de espectáculos, em regime de temporadas, a CDC procurou diferentes vocabulários e novas linguagens, como forma de expressão, no âmbito da pesquisa e experimentação, surgindo assim uma proposta de revitalização da cultura de raiz tradicional, pela utilização dos seus elementos na perspectiva da criação de novas estéticas para a dança angolana.
Dez anos após a sua paralisação, a CDC regressou aos palcos em 2009, com “Peças para uma Sombra Iniciada e outros Rituais mais ou Menos".

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