Cultura

Concerto “3 G do Semba” lidera audiência de Live

AmildaTiberia | *

Um misto de sintonia, cumplicidade e amor à arte marcaram, na tarde de domingo, a Live solidária que juntou no mesmo palco três gerações de intérpretes do semba: Bonga, Paulo Flores e Yuri da Cunha, transmitida ao vivo pela Televisão Pública de Angola (TPA) e nas plataformas digitais da PlatinaLine e Movicel.

Trio centralizou a atenção dos amantes do semba, numa Live a favor da Fundação Ana Carolina
Fotografia: DR

Denominada “3 G do Semba”, a Live juntou pela primeira vez no mesmo palco três figuras incontornáveis do semba. Coube ao kota Bonga abrir o concerto, instrumentalmente suportado por uma banda integrada por músicos angolanos, português e guineense.

Paulo Flores e Yuri da Cunha enaltecem o mais velho Bonga (como lhe tratam por respeito), com enorme satisfação e honra por dividirem o palco, com aquele grande ícone do estilo semba, que para eles sempre servirá de testemunho.

“Hoje estou aqui porque vocês são candengues que merecem e possuem muito talento. Estou a gostar de partilhar este momento”, disse o músico Bonga.

Num repertório dos melhores sucessos de carreira e do cancioneiro angolano, Paulo Flores e Yuri da Cunha, algumas vezes em dueto, interpretaram canções como “Marimbondo”, “Água Rara”, “20 anos”, “Kamakove”, “Sete e meia da manhã”, “Olhos molhados”, “Kaxexe”, “Regressa”, “Njila ya Dicanza”, “14 Chuvas”, “Inocenti”, “Poema do Semba”, “Rumba N’zatukine, de David Zé, “Regressa” de Euclides da Lomba, “Saudades”, de Eduardo Paim, e “Ngana”, da Banda Maravilha.

Numa clara homenagem a Alberto Teta Lando, a dupla interpretou um rapsódia com os temas “Eu vou Voltar”, “Angolano Segue em Frente” e “Tata Nkento”.

Uma união perfeita, para tarde de domingo, mesmo distante dos fãs, o trio alegrou a tarde de vários amantes do semba e não só. Acompanhado da “Dicanza”, outras vezes da puita ou os tambores, Bonga interpretou, entre outras canções do seu vário repertório, o tema “Mulemba Xalonga’’, que até hoje faz muito sucesso, em todas as gerações. Bonga também teve num momento de descontracção com a gaita.

Para fechar, Yuri cantou “Kuma Kuakie”, dando ao Carlitos Chiemba a chance de brilhar na viola baixo.

O concerto encerrou ao cair da tarde, ao som de “Jingonça”, na voz de Bonga, num autêntico brinde à lusofonia e à cultura angolana.

É esse, em síntese, o resumo que se lê nas redes sociais, volvidas algumas horas desde a actuação do trio do semba, num show em que participaram, além de Betinho Feijó, Ximbinha, Manecas Costa e Carlitos Chiemba, os instrumentistas Kiary Flores, Galiano (congas), Ciro Bertini (acordeão), Gildo Umba (baterial) e Mayo (baixo).

A transmissão ao vivo teve uma duração de quatro horas e contou com o patrocínio da Movicel e Banco Fomento Angola (BFA). A Live teve como objectivo angariar bens para a Fundação Ana Carolina, que apoia crianças com paralisia infantil.

*Com Angop

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