Concerto de vozes femininas encerra festival

Filipe Eduardo |
24 de Setembro, 2014

Fotografia: José Soares

Um espectáculo de cantoras gospel de várias denominações religiosas encerrou, no Pavilhão Palanca Negra, o II Festival Nacional da Cultura (FENACULT) na província de Malanje.

Joly Makanda, Lioth Cassoma e Simão Buila foram as maiores atracções do espectáculo que, apesar da chuva, registou apreciável assistência.
Os coros das Igrejas Metodista Unida, Baptista em Angola, Católica, Evangélica Congregacional e Metodista Sião apresentaram vários cânticos que exortavam à fé, unidade e boas acções.
O director da Cultura elogiou as iniciativas realizadas em Malanje no âmbito do FENACULT e a participação de artistas da província em actividades noutras zonas do país, como no festival de teatro de Benguela, de danças tradicionais no Huambo e de vozes femininas em Cabinda, bem como no encontro de línguas nacionais africanas no Cuando Cubango e na feira de artesanato do Dondo.
 José Gaspar disse que ao encerrar a segunda edição do FENACULT conclui-se que “ficou bastante por fazer e que foram cometidos muitos erros”, mas também a certeza que são revistos em próximas edições.
Joly Makanda declarou que realizar o FENACULT  foi cumprir as palavras do  fundador da Nação angolana, Agostinho Neto: “à nossa cultura, à nossa tradição, havemos de voltar”.
A cantora referiu que a participação de grupos corais “serviu para levar, uma vez mais, a palavra de Deus aos angolanos, que devem fortificar a fé, estarem unidos e reconciliados consigo próprios”.

Comboio Cultural


O Comboio Cultural, que congregou excursionistas das províncias do Cuando Cubango, Cuanza Sul, Cunene, Huíla e Namibe, terminou no fim-de-semana, em Menongue, as actividades inseridas no II FENACULT, na região sul.
O encerramento, que contou com a participação de agentes culturais da região, entre músicos, actores, escritores, escultores e artesãos, decorreu na estação central de Menongue do Caminho-de-Ferro de Moçâmedes. Na ocasião, o vice-governador do Cuando Cubango para o sector Político e Social, Pedro Camelo, referiu que a realização do Comboio Cultural representa um momento único, por proporcionar um ambiente jamais visto na manifestação e exaltação dos traços culturais da região, nas suas múltiplas vertentes.
Para o vice-governador, a iniciativa foi um meio de permitir a participação de todos os angolanos, sem excepção, no conjunto de actividades agendadas em torno da segunda edição do fesival. “É reconfortante verificar e vivenciar este extraordinário e incontornável momento, marcado pela digna presença de distintas delegações do comboio, o que prova a união e unidade dos angolanos na diversidade cultural”, sublinhou.

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