Concretização do projecto é um grande ganho para o país

Mário Cohen |
30 de Agosto, 2014

Fotografia: Domingos Cadência |

A ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, disse quinta-feira, em Luanda, que a inclusão da cidade de Mbanza Congo na lista do património mundial da UNESCO é um ganho do Executivo, que tem a finalidade de apresentar ao mundo o empenho de recuperar e valorizar os bens culturais que estão integrados na sociedade.

Discursando na  abertura do Atelier de Interpretação Arqueológica do Projecto “Mbanza Congo - cidade a desenterrar para preservar”, realizado no Museu Nacional de História Natural, em Luanda, Rosa Cruz e Silva garantiu que com a classificação de Mbanza Congo como património mundial, o país tem a oportunidade de mostrar ao mundo os valores dos bens culturais e patrimoniais.
A ministra acrescentou ainda que com a concretização do processo, a nação angolana vai poder partilhar com o resto do mundo os bens que possui, assim como aumentar o interesse pela nossa história, bem como o surgimento de muitas actividades que vão contribuir para o crescimento do país, no que diz respeito ao turismo cultural.
Para além de Mbanza Congo, que caso entre para a lista de património mundial vai servir de lugar de memória, a ministra  afirmou que está igualmente em estudo a possibilidade de inclusão das pinturas rupestres do Chitundo Hulu, no Namibe, na lista de património da humanidade.
Rosa Cruz e Silva apontou outras potenciais cidades históricas, como as vilas da Catumbela, em Benguela, e do Dondo, no Cuanza Norte, como fortes candidatas à inclusão na lista de património mundial, não só pelo património arquitectónico, mas pela organização urbana antes da existência de Angola como colónia portuguesa.
Para a directora-geral do Instituto Nacional de Património, Maria da Piedade de Jesus, disse que o Atelier de Interpretação Arqueológica do projecto Mbanza Congo está dividido em duas partes, sendo a primeira a que decorre até ao dia 4 de Setembro, em Luanda, e a segunda, a fase derradeira, vai ter lugar na cidade de Mbanza Congo, onde os participantes vão ter a oportunidade de manter contacto com o seu património histórico e arqueológico.
Explicou que durante o atelier vão ser apresentados os resultados das escavações arqueológicas realizadas nos diferentes sítios da cidade como Madungo, Tadi dia Bukikwa, Mpindi ya Tadi, Lumbo, Kulumbimbi, Cemitério Álvaro Buta e Missão Católica.
Informou ainda que a restituição de dados arqueológicos vai ser feita pelos especialistas de diversos ramos da arqueologia, vindos da Universidade de Yaoundé, nos Camarões, e da Universidade de Coimbra, Portugal, indicados pela UNESCO. Vão ser ainda apresentados de forma resumida os resultados da pesquisa feita sobre o património imaterial pelos especialistas do Ministério da Cultura em colaboração com as Universidades Agostinho Neto e Lusíada.
A actividade enquadra-se no programa de actividades da segunda edição do Festival Nacional de Cultura (FENACULT).

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