Conjunto Angola 70 brilha em festa alemã

Francisco Pedro |
18 de Junho, 2014

Fotografia: Paulino Damião |

O Conjunto Angola 70 foi a principal atracção da festa do quinto aniversário do Instituto Cultural A­lemão, com um concerto no Museu de História Militar, em Luanda.

O Conjunto 70 é formado pelos músicos Boto Trindade (guitarra solo), Teddy N’Singui (guitarra solo), Dulce Trindade (guitarra ritmo), Carlitos Timóteo  (baixo),  Zé Fininho (dikanza), Gregório Mulato (percussão), Chico Monte Negro (percussão), Joãozinho Morgado (congas), Correia (congas) e Legalize (vocal).
Para o cantor e compositor Carlitos Vieira Dias, que assistiu ao concerto, as músicas interpretadas pelo Conjunto Angola 70 são mais ricas e promovem um sentimento peculiar, criando momentos de recordação e saudade.
O facto de o grupo interpretar músicas de raiz, que não são ouvidas com frequência nas rádios e nas festas, deixa os jovens curiosos, considerou. Por isso, encorajou os colegas a prosseguirem com o projecto que visa a promoção da música produzida nas décadas 1960 e 1970, entre clássicos e outras composições. O Angola 70 brindou os presentes com os temas “Avante Juventude”, “Saudades de Luanda”, “N’hoca”, “Comboio”, “Memoria de Guy”, “Agarrem”, “Muxima”, “Senhor doctor”, “Bazuka”, “Pica o dedo”, “Princesa Rita”, e “Farra na madrugada”.
Dulce Trindade disse terem conseguido oferecer ao público uma qualidade musical tal como foi programado e ficou satisfeito com a interacção do público, entre angolanos e estrangeiros.
O concerto, que durou hora e meia, levou ao palco Legalize, que cantou  “Fatimita” e “Semba Avó”, de Urbano de Castro, e “Mabelé” de Óscar Neves. Antes do encerramento, Yuri da Cunha foi convidado para cantar temas de Artur Nunes.
Legalize descreveu o concerto como um valor acrescentado para a cultura angolana, além de ter contribuído para a amizade com outros povos, além de Angola e Alemanha, uma vez que também estiveram presentes brasileiros, portugueses e franceses.
Além do espectáculo, que contou com a colaboração da produtora Mano a Mano e foi precedido pela animação musical do DJ Johnny , o Goethe Institut Angola organizou, no mesmo espaço, uma exposição fotográfica e de postais com 30 imagens de prédios de Luanda.

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