Consequências do aborto em espectáculo

Roque Silva |
19 de Julho, 2014

Fotografia: DR

O aborto, a esterilidade e a fidelidade são os destaques do espectáculo “A gravidez”, que é exibido hoje e amanhã, às 19h45 e às 21h30, pelo grupo de teatro Horizonte Njinga Mbande, no seu auditório, em Luanda.

O drama, de 1h05, tem a participação de oito personagens e conta, através do namoro de  Tucha e Ricardo, as consequências do aborto provocado. Na peça, Tucha já tinha feito vários abortos, por respeito as “prioridades” do namorado, e depois de casados começa a ter dificuldades em ter filhos.
Devido a este problema, a fidelidade e o amor, contou o produtor da companhia, passam a ser o novo tema em torno da peça, que coloca Ricardo à prova quando descobre que a mulher já não pode gerar filhos. “Será que o amor consegue manter a união de facto, apesar da falta de filhos?”, questionou.
Damião Kuvula revelou que o grupo procura trazer à análise do público um tema que ainda é visto como tabu, mas tem afectado grande parte da juventude angolana, como o aborto.
“Esse assunto é uma realidade preocupante que tem gerado várias controvérsias em Angola. Em África uma mulher estéril ainda é considerada como uma árvore que não dá frutos e deve ser ignorada, ou rejeitada pela família do parceiro”, lamentou.
O espectáculo, encenado por Adelino Caracol, procura “analisar” o problema, sugerir a melhor saída para a redução de casos do género e passar uma mensagem de conforto aos casais, principalmente às mulheres que vivem este drama. “A gravidez”, informou, é exibida no âmbito da temporada de teatro que o grupo de teatro Horizonte Njinga Mbande preparou, este mês, para homenagear as cooperativas e a população, que celebraram as suas datas mundiais dia 4 e 11, respectivamente.
Além deste espectáculo, o grupo já apresentou, no quadro deste projecto, as peças “O prato do cão” e “Casado sem casa”.

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