Cultura

Conteúdos sobre escravatura devem ser melhor divulgados

Adolfo Mundombe | Huambo

O director do Museu Regional do Huambo, Venceslau Kassesse, afirmou  ontem, ser necessária uma maior divulgação da História de Angola e dos conteúdos sobre a escravatura no país.

Cidade do Huambo
Fotografia: Jaimagens | Edições Novembro

Num encontro com agentes culturais e estudantes universitários da cadeira de História das universidades públicas e privadas da província, o director do Museu Regional do Huambo disse ter chegado o momento de se resgatar as histórias que no passado não era possível contar.
Venceslau Kassesse aconselhou os historiadores, estudantes de geografia, artistas plásticos, terapeutas tradicionais e todos as pessoas ligadas à cultura e às artes a empenharem-se no resgate dos valores  e a enriquecerem o acervo do museu da região.
“Sabemos que a história está cheia de altos e baixos, e tudo isto constitui a dinâmica dos povos, mas muitas pessoas não gostam trazer estas realidades para a actualidade e outras dizem que tratar do passado pode causar equívocos”.
O historiador chamou a atenção no sentido de as pessoas terem um pouco mais de coragem e levar ao público aspectos que no passado foram negativas no caso da escravatura e da colonização. Venceslau Kassesse considera os monumentos e sítios legados realizações históricas e culturais dos antepassados que retratam a vida, os hábitos e costumes dos povos razão pela qual devem ser conservados.
De acordo com o historiador, os monumentos e sítios são também de extrema utilidade para o turismo e para os cidadãos nacionais e estrangeiros interessadas em conhecer o legado cultural de uma determinada região.
“Actualmente, preservam-se estes bens não apenas pelo seu valor estético, arquitectónico ou histórico, mas pelo significado que tem para a comunidade em que está inserida, para a formação da sua identidade cultural”, disse o responsável, tendo salientado que o museu não vale pelas suas infra-estruturas, mas sim pelo seu acervo cujas informações têm grande relevância na vida das populações nas comunidades no sentido de saber a sua história narrada oralmente e através de ilustrações.
O Museu Regional do Huambo conserva 840 peças, entre etnográficas, arte e pintura, da ocupação, peças ligadas à caça, peças da fauna e da flora. Mensalmente visitam o local 30 a 25 pessoas por dia, na sua maioria estudantes.

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