Cooperação com o Brasil

Manuel Albano
8 de Setembro, 2015

Fotografia: Maria Augusta

Angola e Brasil assinam em Novembro, na cidade de Brasília, um acordo de cooperação no sector das artes, para privilegiar a formação de quadros angolanos em instituições especializadas do Brasil.

A proposta foi assinada ontem em Luanda pelos ministros da Cultura de Angola, Rosa Cruz e Silva, e do Brasil, Juca Ferreira, numa cerimónia que decorreu na Sala de Reuniões do Ministério da Cultura.
Em análise, os dois governantes decidiram reforçar a cooperação bilateral que estabelece a superação profissional, formação em licenciatura, pós-graduação, mestrado e doutoramento.
Angola e Brasil devem igualmente melhorar as relações de intercâmbio cultural, nas vertentes da assistência técnica nas áreas de museologia, preservação e restauro do património histórico cultural, das obras cinematográficas e audiovisuais.
Outra área identificada foi a montagem e apetrechamento do Centro de Documentação e Informação do Ministério da Cultura de Angola, do Museu Nacional de Antropologia e do Regional do Dundo. Facilitar a promoção e organização de manifestações artísticas, nos domínios da música, dança, artes cénicas e plásticas, também foram analisadas durante o encontro, assim como foram identificadas as áreas do intercâmbio científico, para investigação histórico-cultural, troca de experiência nos domínios de arquivo e biblioteconomia.
A ministra Rosa Cruz e Silva falou da necessidade de se rever o que existe em termos de acordos de cooperação, nas mais variadas vertentes, com o intuito de se divulgar melhor a cultura dos dois países irmãos.
“É importante o relançamento da pauta de eventos culturais. Os nossos criadores têm apresentado novas propostas estéticas literárias e queremos repartir essa experiência também com o Brasil.”
O ministro da Cultura do Brasil, Juca Ferreira, que está de visita de dois dias ao país, adiantou que o objectivo é relançar a cooperação, tendo em vista que Angola tem um vínculo muito forte com o seu país, por ter participação directa e activa na formação do Estado brasileiro.
Juca Ferreira frisou que se deve, por esta razão, actualizar o conjunto de acções entre os dois países, permitindo que as novas gerações possam, cada vez mais, ter contacto directo com o produto cultural de Angola e do Brasil.

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