Coordenadora explica etapas do projecto


3 de Julho, 2014

Fotografia: Paulino Damião |

O projecto que visa a inscrição do centro histórico da cidade de Mbanza Congo, província do Zaire, na lista do património mundial pela UNESCO, reserva a componente científica para a descoberta dos elementos materiais e imateriais que devem fundamentar o valor excepcional e universal desta capital do antigo Reino do Congo.

A afirmação é da coordenadora do projecto denominado “Mbanza Congo, Cidade a Desenterrar para Preservar”, a arqueóloga Sónia Domingos, quando falava, naquela localidade, num debate sobre “A importância das escavações arqueológicas em curso nesta urbe", promovido pela Rádio Zaire.
Sónia Domingos enumerou como acções em curso a pesquisa sobre o património imaterial, o levantamento arquitectónico dos edifícios mais emblemáticos e históricos da cidade, seu estudo e inventariação para posterior classificação.
As escavações arqueológicas em curso, e já na sua terceira fase, foram destacadas pela responsável, assim como o estudo documental que foi feito em vários países do mundo, como França, Bélgica, Alemanha, Portugal e no Estado do Vaticano, que detêm vários documentos inéditos sobre o Reino do Congo.
Estes documentos são de grande valor porque vão servir também de argumentação do dossier de candidatura a ser apresentado à Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), que vai confirmar o valor extraordinário de Mbanza Congo.
Outra referência é a pesquisa sobre tradição oral na região que permitiu a delimitação do centro histórico de Mbanza Congo, através das conhecidas 12 fontes de água que circundam esta localidade e que estão ligadas ao momento da fundação do Reino do Congo. “Todos os elementos que serviram para a fundação do Reino do Congo, que inclui a localização estratégica de Mbanza Congo, os cursos de água, entre outros, servem também para a elaboração da declaração a ser entregue à UNESCO", frisou.
A equipa científica pretende provar, ao fazer a declaração do valor excepcional e universal de Mbanza Congo, que todos os elementos que estiveram na base da fundação do Reino do Congo ainda estão patentes e bem visíveis nesta localidade.
O Projecto “Mbanza Congo, Cidade a Desenterrar para Preservar” foi lançado em 2007 em Mbanza Congo pelo Ministério da Cultura, com a realização de uma mesa redonda internacional.

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