Corrida aos Oscares gera polémica nos EUA


13 de Dezembro, 2015

Fotografia: Reuters

A corrida aos Óscares de 2016 está a gerar polémica entre os críticos especializados e os estúdios de Hollywood, devido ao número de favoritos e à ausência de um candidato com mais distinções.

Apesar da febre “pré-Oscar” estar no auge, alguns críticos especializados acreditam que ainda podem acontecer inúmeras mudanças, com a entrada de David Russell, Alejandro González Iñarritu e Quentin Tarantino. “É uma das mais ferozes batalhas da temporada de prémios de que há memória. Estamos a um par de dias de conhecer as nomeações para os Globos de Ouro e continuamos sem favorito isolado”, publicou ontem o “The New York Times”.
Para muitos, a ausência de um líder claro nesta corrida e a existência de muitos filmes entre os predilectos, pode criar um resultado inesperado. Actualmente, entre os mais indicados estão “O Caso Spotlight”, de Tom McCarthy, que desde a estreia no Festival de Veneza já ganhou muitos pontos. O filme é apontado como favorito pela crítica e por estar baseado numa história verídica com base em escândalos sexuais que envolve membros da Igreja Católica em Boston. A produção de Tom McCarthy conquistou ainda os Gotham Awards e deu o prémio de melhor actor a Michael Keaton.
A confusão começou depois do anúncio dos primeiros prémios da temporada, como o National Board of Review, e mais recentemente os da Associação de Críticos de Nova Iorque. O outro destaque inesperado entre os prémios é o novo filme de Todd Haynes, “Carol”. Este drama de uma paixão lésbica proibida na América puritana dos anos 50 do século passado venceu o título de melhor produção da Associação de Críticos de Nova Iorque.
“Mad Max: Estrada da Fúria”, de George Miller, é outro dos favoritos, que tem sido “levado ao colo” pelos críticos de todo o Mundo. 
A produção conquistou o galardão de melhor filme do ano pela Federação Internacional dos Críticos (FIPRESCI) e ficou ainda em primeiro na lista do National Film Review.

As surpresas

A estreia tardia de alguns filmes também é um problema que pode complicar as contas do júri. Produções como “The Revenant - O Renascido”, de Alejandro González Iñarritu, “Joy”, de David O. Russell, ou “The Hateful Eight”, de Quentin Tarantino, podem ser favoritas no último instante. Obras como “Divertida Mente”, de Pete Docter, “Perdido em Marte”, de Ridley Scott, “A Queda de Wall Street”, de Adam McKay, e “A Ponte dos Espiões”, de Steven Spielberg, também são apontados como favoritos, até mesmo aos Globos de Ouro. A surpresa de última hora é a nova sequência de “Rocky: Creed - O Legado de Rocky”, de Ryan Coogler, outro filme que chega envolto em unanimidade crítica e com bom resultado nas bilheteiras.
No que toca a actores, Michael Fassbender, em “Steve Jobs”, é um dos favoritos, mas a crescente onda de simpatia em torno de Leonardo Di Caprio parece estar mais avassaladora. Outros fortes candidatos são Jake Gyllenhaal, por “Southpaw”, e Ian McKellen, por “Mr. Holmes”.
No capítulo das actrizes há mais certezas nos papéis secundários, com Jennifer Jason Leigh, em “The Hateful Eight”, e Rooney Mara, em “Carol”, praticamente a disputarem a categoria sozinhas. Nas interpretações principais, Saiorse Ronan, fulgurante em “Brooklyn”, é o nome mais consensual, seguido de perto pela jovem Brie Larsson, por “Quarto”.

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