Cresce interesse pela Casa de Angola

João Dias | Rio de Janeiro
11 de Agosto, 2016

Fotografia: Mota Ambrósio | Rio de Janeiro

Após a inauguração da Casa de Cultura de Angola no Brasil pelo Vice-Presidente da República, Manuel Vicente, por ocasião da participação do país nos Jogos Olímpicos Rio 2016, a estrutura começa a receber, com alguma frequência, visitantes de algumas partes do mundo.

Os visitantes buscam entendimento da essência da angolanidade, sua cultura, hábitos e costumes.
O interesse em conhecer a cultura angolana ganha corpo da parte de brasileiros, ingleses, checos, franceses, entre outros, que nesta fase dos Jogos Olímpicos passam pelo Rio de Janeiro.
Com a inauguração da Casa de Cultura de Angola no Rio de Janeiro, no Brasil, o contacto com elementos socioculturais e antropológicos ganha algum sentido. Nas primeiras 24h00, as visitas foram tímidas ao contrário dos últimos dias durante os quais têm sido mais numerosas e de “profundo estudo” por via das peças expostas na galeria onde estão fotografias de atletas de renome nacional, a arte que representa os hábitos e costumes das diversas regiões do país, quadros de arte plástica e instrumentos tradicionais da música folclórica: marimba e batuque. 
Asiza Costa, comunicóloga e professora brasileira lembrou, durante uma visita, que a cultura africana e em particular a angolana é carregada de uma componente “transcendental” que tem a sua própria génese e característica ancestralidade.
A residir no Rio de Janeiro, fala da sua curiosidade pela cultura de Angola cheia de “vida, cor e beleza”, o que conseguiu mitigar com a visita demorada que fez à Casa de Cultura de Angola no Rio. Ela entende que a cultura europeia “rechaça” as culturas tidas como pequenas e que na sua opinião as culturas africanas são ricas em tradições e símbolos.
“O Brasil tem uma influência muito grande recebida da cultura angolana e de outros pontos por causa dos escravos e pela religião, alguma delas afro-descendentes como a umbanda e o candomblé”, sublinhou.
“Sempre tive uma admiração enorme por culturas fora do Brasil, principalmente a angolana”, disse Anderson Morais, um outro visitante que diz “nunca ter tido oportunidade de visitar uma exposição com a riqueza de representação dos traços culturais corporizadas em peças importantes da religiosidade, literatura, música e gastronomia das diversas regiões do país, como a que está na Casa de Angola no Rio de Janeiro”.
Anderson Morais que mostrou admiração pela divisão administrativa do país e pela literatura que considerou enriquecedora.
Graça Fortes, responsável pela Casa de Angola no Rio de Janeiro, disse que a média de visitantes desde a inaugura oscila entre os 30 e 40 por dia. O que cumpre, de alguma forma, o objectivo da casa que é o de divulgar a cultura nacional além fronteiras para que as pessoas a possam conhecer um pouco mais. “Sempre esperei e desejei que tivéssemos um espaço que falasse de Angola e esse acaba por ser ideal por ser a referência cultural do país dentro do Brasil. Recebemos chineses, checos, ingleses e principalmente brasileiros”, sublinhou Graça Fortes.
A estrutura fica como Casa de Cultura de Angola até ao final dos Jogos Paralímpicos, no dia 18 de Setembro. Dali em diante, permanece como espaço cultural de Angola no Rio de Janeiro.

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