Criação artística do escultor Dito

Mário Cohen|
31 de Julho, 2014

Fotografia: Paulino Damião

O escultor Pacheco Dito, que recebeu uma menção honrosa do ENSA/Arte, considerou essencial existir uma forte aposta do empresariado nacional nos jovens talentos, em especial os que não têm ainda grande visibilidade no mercado, mas possuem muito potencial.

O artista elogiou o projecto ENSA/Arte, por ser uma forma especial de incentivar a criação artística, valorizar os jovens criadores e projectar a sua carreira a nível nacional e internacional.
“A importância de um concurso não deve ser limitada aos prémios e às menções honrosas, mas ter também em conta a possibilidade de crescimento, na dimensão da actividade artística, dos artistas nacionais, tanto no campo do desenvolvimento do próprio como na expansão da sua arte”, disse.
Pacheco Dito disse ainda ao Jornal de Angola que concursos deste tipo são uma porta aberta para os jovens começarem a apostar numa carreira artística profissional. “Hoje são muito pouco os jovens que querem ser artistas a nível profissional. A maioria faz da arte uma paixão e não uma forma de sustento”, referiu.
Na sua perspectiva, prémios e diplomas são bem-vindos na carreira de qualquer artista, mas não devem ser vistos como uma forma de vaidade ou de limitação ao génio criativo dos jovens criadores. “Modalidades como a escultura e a pintura, que são as de maior visibilidade actualmente, no domínio das artes plásticas, requerem um talento especial, que só é desenvolvido com actividades regulares”, acrescentou.
Pacheco Dito recebeu a menção honrosa pela escultura em madeira “Sinais Culturais e Tesouros Étnicos”, que traz um olhar sobre a diversidade cultural angolana. Desde que começou a carreira já venceu o concurso Sonangol 30 Anos, com a peça “Líder de Desenvolvimento”, em 2005, e o Prémio Cidade de Luanda, em 2012, pela escultura “Resgate dos Valores Culturais”.
A sua primeira exposição individual realizou-se no ano passado, na Fundação Arte e Cultura, em Luanda, com o título “Sinais do Presente”. Participou em diversas mostras  colectivas, com destaque para “Traços da Angolanidade”, no concurso Sona, de desenho na areia, no Coopearte e na Bienal de jovens criadores da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

capa do dia

Get Adobe Flash player




ARTIGOS

MULTIMÉDIA