Criações angolanas em Veneza


27 de Fevereiro, 2015

Fotografia: Paulino Damião

As criações artísticas de António Ole, Binelde Hyrcan, Délio Jasse, Francisco Vidal e Nelo Teixeira são alguns dos destaques do Pavilhão de Angola na 56ª Exposição Internacional de Arte da Bienal de Veneza, a ter lugar entre 5 e 22 de Novembro.

O artista plástico António Ole é o curador do Pavilhão de Angola, a ser representado na bienal pela segunda vez e na qualidade de detentora do Leão de Ouro, conquistado em 2013, pelo trabalho do fotógrafo Edson Chagas.
A exposição parte de uma instalação central do artista António Ole, acompanhada de uma instalação de Francisco Vidal constituída de catanas, um símbolo da resistência angolana, considerada suporte de uma acção pictórica notável. O artista Délio Jasse mostra, este ano, uma pesquisa em suporte fotográfico sobre a memória, a sua sedimentação e as razões do esquecimento, enquanto Nelo Teixeira prossegue com o seu trabalho, no qual a madeira é a estrutura base e a incorporação do “object trouvé” acentuando narrativas paralelas.
Por sua vez, Binelde Hyrcan, um artista considerado muito ecléctico nas suas opções estéticas, apresenta um vídeo e uma instalação sobre a sua pesquisa mais recente sobre galinhas. Formado em Belas Artes no Mónaco, o artista tem tido uma recepção positiva dos críticos de Nova Iorque e Califórnia.
Esta escolha, justifica a organização, permite a uma geração mais nova, mas com provas dadas e reconhecidas, seguir o legado de artistas como António Ole, e mostrar na Bienal de Veneza o actual estado das belas artes nacionais e a relação entre as duas gerações. A organização destaca ainda a importância da presença de António Ole nesta edição da bienal internacional, assim como dos artistas consagrados e da nova vaga, por ajudar a cumprir o projecto do Pavilhão de Angola, localizado no Palazzo Pisani, em Campo Santo Stefano, de criar um “casamento” entre o tradicional e o moderno.
A Bienal de Veneza é um importante fórum de arte contemporânea. A edição deste ano, denominada “All the World’s Futures”, é dividida em várias secções, que mostram as múltiplas ideias sobre a realidade dos países participantes. Esta 56ª edição utiliza ainda como filtro a trajectória histórica como a mesma bienal tem percorrido durante os seus 120 anos de vida, baseada no actual “estado das coisas” e sobre a “aparência das coisas”.

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