Cultura

Criada comissão instaladora da Associação de Produtores de Eventos Culturais

Ismael Botelho

O país conta a partir de hoje, dia 9 de Julho, com a Comissão Instaladora da Associação Angolana de Profissionais e Produtores de Eventos e Cultura (APPEC), cujo objectivo é contornar os desafios para a execução das tarefas laborais diárias, facilitar o intercâmbio com as instituições estatais e privadas por parte dos fazedores de cultura.

Fotografia: DR

O acto de assinatura teve lugar no Memorial Agostinho Neto, situado na Nova Marginal, em Luanda e juntou vários representantes da cultura e eventos, actualmente caracterizada, como bastante dissociada no que diz respeito ao prisma de acção individual e colectiva, além de criar as condições para a proclamação da organização que, doravante, passa a defender os interesses da classe.

Corpo directivo

Composta por 16 membros, a comissão instaladora tem como coordenador geral, Kayaya Jr. e como porta-voz, Kizua Gourgel. No domínio da moda e eventos está Karina Barbosa e Link Duílio. No teatro e Dança, estão Walter Cristóvão e Gerson Iven. Para a música aparecem Jorge Semedo, Marito Furtado e Paulo Alves.

No que diz respeito ao cinema, fotografia e televisão está Diogo Camões. A escritora Kanguimbo Ananaz vai cuidar das artes plásticas e literatura. Já no âmbito da prestação de serviços estão João Correia, Eduardo Rayagra, Manuel Novais e Alberto Vilhena. Rosa Matias e Jorge Semedo serão responsáveis pelos locais de eventos.

A crise provocada pela pandemia causou uma profunda reflexão da classe artística nacional, que agora procura encontrar soluções para as questões já existentes e outras que surgiram ou se agravaram com o surgimento da pandemia do novo coronavírus.

Depois de um aturado trabalho de auscultação e debate entre os prestadores de serviços do sector, sobre os moldes de funcionamento, objectivos e representatividade pretendida, a conclusão é que existe uma emergente necessidade de união da classe, razão pela qual decidiram enveredar para o associativismo, para o bem dos profissionais da classe cultural.

De acordo com informações contidas na nota a que o Jornal de Angola teve acesso, para o início dos trabalhos de implementação da associação, foi criado um grupo de trabalho, que reuniu formalmente no mês passado e constituiu a Comissão Instaladora, depois de um trabalho aprofundado dos elementos do processo.

Integrantes da classe

Depois da formalização, feita em Assembleia Geral para eleições dos Corpos Sociais, a Comissão Instaladora, entre em actividade como instituição legal do sector, com um perfil diversificado de associados, que passa agora a coordenar, orientar e defender os interesses dos seus associados, representados por artistas, empresas organizadoras, produtoras, promotoras e prestadoras de serviços para eventos, bem como os locais de eventos.

No seio da classe estão elementos ligados à promoção de eventos, entidades ou empresas que sejam os criadores dos eventos ou donos de uma patente e produto, produtores de eventos, empresas que prestam o serviço de produção dos eventos, artistas (escritores, músicos, Dj´s, bailarinos, actores, apresentadores, artistas plásticos), prestadores de serviços técnicos como som, iluminação, estruturas, energia, segurança e outros, bem como locais de eventos, onde se enquadram os estabelecimentos orientados para eventos.

Principais objectivos

Entre os objectivos a salvaguardar estão ainda a defesa dos interesses dos associados, tornando a actividade de organização, produção e prestação de serviços em eventos e cultura reconhecida, valorizada e respeitada perante o mercado e as entidades institucionais e órgãos públicos.

Por outro lado, a associação vai, igualmente, promover e incentivar as relações entre os seus associados no sentido de possibilitar intercâmbio técnico e comercial através da promoção, realização e apoio de encontros, reuniões, eventos, cursos, projectos e similares, no sentido da criação e a formação de uma indústria do sector forte, dinâmica, cumpridora e ajudar o Estado na diversificação da economia nacional.

A APPEC vai também pautar pela orientação dos interessados em como proceder para actuar na área dos eventos de acordo com a legislação, estímulo à prática de actividades com um elevado sentido ético nas relações entre os associados e, entre esses e o mercado, fomentar a realização de eventos, a promoção da profissionalização do sector e criar a estrutura no modelo de ”edifício único” da cultura.

Actividades programadas

Para dar o "pontapé de saída" em grande estilo, APPEC, no domínio da sua responsabilidade social, apresentou, na ocasião, o projecto “Por Angola”, que terá a sua primeira etapa a realização de um programa de televisão memorável, marcado para 19 de Julho, com transmissão em canal aberto, um espectáculo em homenagem à vida e obra de Filipe Mukenga, com convidados especiais e várias surpresas.

O referido espectáculo, sem público natural, será ainda retransmitido em directo para o resto do mundo através da Platina Line. “Por Angola” não é só uma marca da APPEC, mas sim do ambiente cultural angolano, e este é o nosso slogan, referiu Kizua Gourgel, Porta-voz da Comissão Instaladora.

Com este espectáculo, a associação pretende angariar donativos, que serão convertidos em cartões de uma cadeia de supermercados, para apoiar instituições de caridade e beneficência já identificadas junto dos parceiros e patrocinadores. Ao mesmo tempo, os telespectadores e, para uma segunda conta bancária alternativa da cadeia de supermercados parceira do programa, poderão também fazer as suas doações para as famílias mais necessitadas dos fazedores de cultura e demais intervenientes do sector de cultura e eventos.

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