Criadores de arte angolana distinguidos pelo Camões

Roque Silva |
18 de Fevereiro, 2016

Vários artistas angolanos são homenageados hoje, a partir das 18h30, no Camões - Centro Cultural Português, em Luanda, por terem contribuído para credibilidade dessa instituição e a divulgação das artes angolanas.

O tributo marca um conjunto de actividades culturais alusivas ao 20.º aniversário da instituição assinalado hoje. Fundado em 1996, o centro resulta de acordos bilaterais entre Angola e Portugal.
A directora do Camões - Centro Cultural Português disse ao Jornal de Angola que a homenagem simbólica estende-se a todos os artistas que realizaram exposições e espectáculos naquele espaço, assim como a agentes culturais e jornalistas, por terem ajudado a difundir o nome da instituição.

Artes plásticas

Maria Teresa Gomes Mateus revelou que o centro cultural apresenta este ano uma programação artística mais vasta e rica em conteúdos, com a primeira iniciativa a ter lugar já este mês.
O fotógrafo e jornalista francês Pierre-Yves Ginet inaugura no próximo dia 25 a exposição “Mulheres Resistentes”, com imagens captadas em 20 países de vários continentes, entre os quais Tibete, Turquia, Peru, Argélia, Argentina, Marrocos, França, Haiti, República Democrática do Congo, Nepal, Palestina, Sudão, Ruanda, Cambodja, Bélgica e Kosovo. A mostra “Mulheres Resistentes” é uma co-produção com a Alliance Française de Luanda e tem o apoio da Embaixada da França.
Exposições individuais e colectivas dos consagrados artistas plásticos Van, Jorge Gumbe, António Ole, Mário Tendinha, António Gonga, Paulo Kussy, Isabel Baptista, Hildebrando de Melo e Benjamim Sabby estão agendadas para os próximos meses.
Maria Teresa Gomes Mateus confirmou a continuidade dos projectos culturais dirigidos ao público jovem, como o Festival Internacional de Cartoon de Luanda e o espaço de debates, formação e apresentação de peças de teatro designado “Há Cultura no Camões”.
Ao longo de 20 anos, o Camões - Centro Cultural Português acolheu exposições de artes plásticas, sessões de cinema, espectáculos de teatro, música e dança de artistas consagrados e novos talentos, apresentações de obras literárias e milhares de frequentadores da sua biblioteca.
A programação dos últimos três anos ficou marcada por inovações, com destaque para espectáculos de dança contemporânea e o lançamento do projecto Street Art, do artista plástico Januário Jano.
No ano passado, a instituição promoveu 100 actividades diversas, entre as quais a exposição do artista plástico Zan, que assinalou o seu regresso a Luanda, depois de 17 anos a residir em Portugal.

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