Cultura

Criadores enaltecem a evolução das artes

A evolução do trabalho dos fazedores de artes, com destaque para o teatro e música, foi enaltecida por artistas na terça-feira, em Ndalatando, província do Cuanza-Norte.

Grupo de teatro “Kifikissa” da província do Cuanza-Norte
Fotografia: Edições Novembro

Em declarações à Angop, a propósito da evolução do teatro e da música, o encenador do grupo de teatro Kala Wkimona, Manuel Mateus Clemente, realçou o trabalho desenvolvido pelos colectivos locais de arte, sobretudo o teatro destinado a camada infanto-juvenil.
Manuel Clemente reconheceu haver um crescimento satisfatório do teatro local, justificado pela adesão do público nas salas de espectáculos, bem como pela qualidade das peças exibidas em diferentes espaços.
O encenador salientou que a aceitação se deve a persistência do trabalho de alguns grupos de teatro, aos encontros com grupos congéneres de Benguela, Luanda e Malanje, com vista a troca de experiência, bem como a formação de actores.
A falta de salas específicas para a realização de espectáculos e apoio, sobretudo, dos empresários na aposta aos jovens talentosos, segundo o actor, constam entre as principais dificuldades com que se debatem os fazedores de artes.
“Como alternativa realizamos actividades na Casa da Juventude, bem como em quintais com menos condições”, disse.
Manuel Mateus Clemente apelou a direcção Provincial da Cultura no sentido de criar políticas de incentivo e apoio aos fazedores de artes.
Já o músico e compositor João Gunza Kipaka disse ser notório o crescimento  das artes face ao trabalho dos seus  fazedores.
Para o artista, o maior problema recai, sobretudo, na divulgação das músicas dos artistas locais , devido a dificuldades de gravação de obras discográficas.
“A falta de incentivos, sobretudo da parte dos  empresários locais, faz com que muitos músicos não tenham possibilidade de massificar o seu trabalho”, disse.

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