Cultura

Cristiano Mangovo expõe pinturas em Lisboa

Mário Cohen

“Minas e Ruínas” é o título da mais nova exposição do artista Cristiano Mangovo, a ser inaugurada amanhã, em Lisboa, como forma de chamar mais atenção para a valorização e salvaguarda dos direitos humanos.

Artista plástico apresenta em terras lusas as recente criações
Fotografia: DR

Com curadoria de Graa Rodrigues, a mostra reúne um total de 12 obras de pintura, todas inéditas, que ficam expostas até dia 20, no Edifício Central da Câmara Municipal de Lisboa - Centro de Documentação.
O artista informou ainda que está a trabalhar em Lisboa, desde Maio do ano passado, para terminar esta que é a sua quarta exposição individual em Portugal. Por meio desta exposição, o artista propõe-se criar também uma “reflexão profunda” sobre as várias práticas artísticas actuais e as suas possíveis implicações na sociedade moderna.
Além de promover e divulgar a cultura angolana, a exposição serve também para saudar o Dia de África, celebrado a 25 de Maio.
Vencedor do Grande Prémio de Pintura da XIV edição do ENSA-Arte, com a obra “Os Desejos da Menina”, Cristiano Mangovo começou a despontar em 2013, na Fundação Arte e Cultura. A sua carreira ganhou impacto em 2014, com o Prémio Mirella Antognoli, atribuído pela Embaixada de Itália, e a conquista do ENSA-Arte. Estas distinções levaram-no a ter uma residência artística na Cité Internationale des Arts, em França.
Já realizou exposições em vários países, com destaque para África do Sul, Portugal, França, Itália, Zimbabwe, República Democrática do Congo, Bélgica, Holanda e EUA. Os seus trabalhos foram expostos também em festivais internacionais, como o Seeds of Memory, na Expo Milão, Itália, assim como no Infecting the City, em Cape Town, África do Sul.
Natural de Cabinda, actualmente reside e trabalha entre Lisboa e Luanda. É graduado em Pintura pela Faculdade de Belas Artes de Kinshasa (RDC) e tem formação adicional em Cenografia Urbana e Performance. A sua inspiração, como conta, vem do quotidiano da vida urbana, a partir da qual evoca recorrentemente a necessidade de protecção dos mais vulneráveis.

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