Cuba fortalece a aliança com África


20 de Abril, 2015

Fotografia: Reuteres

O Instituto Cubano do Livro informou, ontem, numa reunião de trabalho realizada com diplomatas, no Centro Cultural Dulce Maria Loynaz, que quer fortalece as relações culturais com os países africanos, com uma maior incidência na literatura.

A política editorial cubana, destacou o Instituto Cubano do Livro, tem entre os seus objectivos dar mais visibilidade à literatura, que pelo seu carácter de emancipação é ignorada pela indústria multinacional, que vê o livro como uma mercadoria, disse a presidente do instituto.
Zuleica Romay acrescentou que este projecto de fortalecimento tem grande incidência nas instituições culturais africanas com uma produção editorial importante, não pelos números, mas pela importância dos seus autores e a qualidade das suas obras.
A Feira Internacional do Livro de Havana 2013, dedicada a Angola, permitiu aos visitantes aprender muito sobre a literatura feita actualmente pelos autores angolanos. “No entanto, continuamos em dívida com outros países do continente”, lamentou a responsável.
A ocasião foi propícia para que a presidente do Instituto Cubano do Livro  anunciasse a realização de um outro projecto internacional na próxima edição da Feira do Livro de Havana, para reflectir sobre as origens e desenvolvimento da escravatura. “Na América Latina e nas Caraíbas ainda há confusões sobre certos assuntos relacionados com a escravatura, por isso é um bom momento para compartilhar entre os intelectuais da América Central e Sul e a África”, disse.
Depois do encontro, o conselheiro da embaixada da Guiné-Bissau, Paulo Armando, sugeriu que durante o processo de selecção dos autores se tenha também em conta os livros que foram publicados e estão em diversos arquivos de Espanha, Portugal e França.
O primeiro secretário da sede diplomática de Benin em Havana, Nicolas Sidokpohou, manifestou também o interesse do seu país em participar no projecto e também o de fortalecer as relações culturais com o Instituto Cubano do Livro. Ao critério de Nicolas Sidokpohou também se associaram os representantes das embaixadas da África do Sul e da República Árabe Saaraui Democrática. O director da Editorial Arte e Literatura, Victor Malagón, que também participou na reunião, mostrou, durante a actividade, alguns dos títulos de autores africanos, publicados com a chancela da sua editora, como o livro “A Varando do Frangipani”, do escritor moçambicano Mia Couto e a “Antologia de Contos Angolanos”.

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