Cultura

Cultura e arte egípcia na Bienal de Luanda

A milenar cultura do Egipto é parte do acervo a ser apresentado ao público, a partir do dia 18 de Setembro, na Bienal de Luanda - Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz, depois daquele país ter confirmado a participação na actividade, informou, ontem, a Angop.

Ministra Maria da Piedade de Jesus chamou a atenção para importância do encontro para a África
Fotografia: Garcia Mayatoko | Edições Novembro

A confirmação foi feita numa audiência, em Luanda, concedida pela ministra da Cultura, Maria da Piedade de Jesus, ao embaixador do Egipto em Angola, Khaled Hassan. Desta forma aumenta o número de países participantes na I Bienal da Paz, criada com o intuito de promover, até 22 de Setembro, uma cultura de paz em África.
Além de entidades oficiais, o Egipto participa na bienal com uma delegação que inclui um grupo folclórico, escolhido para mostrar, durante a actividade, parte da diversidade e riqueza da cultura daquele país, num encontro de Nações.
Para Maria da Piedade de Jesus, é louvável a pronta disponibilidade do Egipto em participar no encontro, para reforçar os laços de amizade e de cooperação bilateral, em especial a nível cultural, com realce à formação de quadros, obtenção de conhecimentos museológicos e a preservação do património histórico.
Maria da Piedade de Jesus chamou a atenção para a importância da experiência do Egipto no domínio arqueológico, uma área em que Angola espera, futuramente, contar com o apoio, especialmente para a inclusão de outros patrimónios nacionais na lista da Unesco.
A bienal, destacou a ministra, visa a criação de um movimento africano que dissemine a importância da cultura de paz, “tendo em conta o desenvolvimento e afirmação dos países africanos em vários domínios, particularmente na defesa dos direitos humanos e das minorias, assim como no combate à corrupção”.
Como uma actividade tripartida (Angola, União Africana e Unesco), a bienal tem, também, como objectivo promover a harmonia e fraternidade entre os povos, por meio de manifestações culturais e cívicas, capazes de ajudar a integração das elites africanas e representantes da sociedade civil, com as autoridades tradicionais, assim como os artistas, desportistas e intelectuais.
A realização em Angola da bienal prova a vontade política do Executivo em estabelecer uma cooperação, cada vez mais estreita, com a Unesco, com vista à promoção da cultura de paz em África e representa o reconhecimento do exemplo de Angola no fortalecimento da paz e da reconciliação nacional, disse a ministra da Cultura.
A Aliança de Parceiros para uma Cultura de Paz em África faz parte da implementação da Agenda 2030, através da realização dos seus 17 objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Para esta primeira edição da Bienal de Luanda participam vários países, com destaque para o Egipto, Marrocos, Etiópia, Quénia, Ruanda, Mali, Nigéria, Cabo Verde, República do Congo, República Democrática do Congo, Namíbia, África do Sul, Brasil e Itália.

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