Cultura angolana revista hoje no Tropical

Adriano de Melo|
21 de Janeiro, 2015

Fotografia: Cedida pelo Grupo

Parte da riqueza e diversidade da cultura angolana são apresentadas hoje em Luanda, no Cine Tropical, pelo grupo de dança tradicional Kilandukilo, num espectáculo de retrospectiva, que começa às 21h30, comemorativo do seu 30º aniversário.

O responsável do grupo, Manuel Vieira Dias Tomás, disse ao Jornal de Angola que “o espectáculo apresenta um pouco da tradição numa viagem de hora e meia pelos costumes de algumas regiões do país”.
A ideia, afirmou, não é cingirmo-nos a uma única área, mas mostrar todo o trabalho de pesquisa feito ao longo destes 30, que resultou em vários espectáculos. “Hoje trabalhamos para criar um grupo mais ampliado e de maior abrangência e, além das poucas condições financeiras e técnicas, o objectivo continua a ser criar um Kilandukilo melhor.”
A falta de condições, insistiu, é uma realidade que afecta não apenas o Kilandukilo, mas muitos grupos de dança tradicional. No país, declarou, existem muitos bons ballets tradicionais, mas a escassez de apoios e de uma maior aposta na dança originado desaparecimento de muitos deles. “Infelizmente, os empresários relegam a dança para lugar secundário e apostam noutras áreas da arte”, disse.
Muitos dos grupos de dança, lamentou, têm de sobreviver somente pelo seu próprio esforço, mas esta realidade tem de ser alterada urgentemente, pois há a técnica e a fonte, faltando apenas as condições de exploração necessária.
Manuel Vieira Dias Tomás referiu que devido a esta situação muitos grupos de dança “procuram explorar várias tendências, o que limita muito a fronteira entre o tradicional e o moderno”.
Hoje, afirmou, os agrupamentos para se manterem procuram adaptar técnicas contemporâneas nos seus espectáculos, o que os prejudica. A maior aposta maior na formação de bailarinos e coreógrafos, garantiu, vai dar uma “lufada de ar fresco” à dança angolana.

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