Cultura quer mais divulgação do processo

Manuel Albano |
2 de Abril, 2015

Fotografia: Nuno Flash

O secretário de Estado da Cultura destacou ontem em Luanda a importância de continuar a promover os debates para esclarecer os cidadãos  sobre os benefícios da candidatura da cidade de Mbanza Congo a Património Mundial da Humanidade.

Cornélio Caley disse ontem em conferência de imprensa realizada no Centro de Formação dos Jornalistas que o Ministério da Cultura tem feito um trabalho contínuo na divulgação das etapas do processo da cidade histórica, desde a proposta à inclusão ao Património Mundial da UNESCO.
Caley disse estar satisfeito pelo facto da sociedade estar envolvida, em especial os habitantes de Mbanza Congo, e ajudar no trabalho dos técnicos, disponibilizando o seu apoio na identificação de peças e com depoimentos que ajudam a enriquecer o dossier.
O secretário de Estado agradeceu todos os subsídios que o país tem recebido de Cabo Verde, Espanha, Portugal, Itália e do Vaticano, em relação à candidatura da antiga capital do Reino do Congo. “De momento, vamos continuar a divulgar mais informações sobre a cidade.”
A directora-geral do Instituto Nacional do Património Cultural (INPC), que também participou na conferência de imprensa, resumiu as várias etapas e realçou a importância de cada uma das etapas do projecto, com destaque para a criação do plano de gestão do Património Cultural e Natural.
Maria da Piedade acrescentou que após esta etapa, agora a aposta é a divulgação do dossier em português, inglês e francês, a mobilização e o envolvimento das entidades tradicionais na sensibilização das populações para a preservação do património local, uma das recomendações da UNESCO.  A arqueóloga e coordenadora científica do projecto “Mbanza Congo - Cidade a desenterrar para preservar”, Sónia Domingos, apresentou também algumas das estratégias a serem adoptadas para se aprimorar as informações que são remetidas, novamente, para a UNESCO.
“Temos tido muita colaboração das populações, entidades tradicionais e da administração da cidade de Mbanza Congo, que se têm mostrado disponíveis a colaborar na identificação de locais e peças históricas sobre a antiga cidade”, disse Sónia Domingos.

Correcções feitas

A organização apresentou ontem a versão corrigida do mapa e alguns procedimentos exigidos pela Secretaria do Centro de Património Mundial da UNESCO, para continuar a melhorar o projecto de qualificar Mbanza Congo no Património Mundial.
João Lourenço, membro da comissão, disse que durante as várias etapas do dossier já foram feitas correcções em oitos temas dos recomendados pela UNESCO. “Uma equipa de técnicos angolanos esteve a trabalhar este mês em França sobre as alterações a serem implementadas no formato cartográfico do mapa apresentado à UNESCO.”
As etapas do processo formal de candidatura da cidade decorrem com normalidade. “Estamos numa fase de avaliação. Agora só precisamos de melhorar as características, porque a avaliação dos técnicos da UNESCO é permanente, mesmo depois de ser considerada como Património da Humanidade”, disse.  O dossier tem de ser entregue novamente à UNESCO até ao dia 30 de Setembro. Depois de cumpridas todas as etapas, a candidatura é examinada novamente pelo Comité do Património Mundial da UNESCO, para o veredicto final. A entrega formal da candidatura de Mbanza Congo a Património Mundial foi feita no final de Janeiro à UNESCO em Paris, sete anos depois de iniciado o processo.
O projecto “Mbanza Congo Cidade a Desenterrar para Preservar” tem como principal propósito a inscrição da capital do antigo Reino do Congo, fundado no século XIII, na lista do Património Mundial da Humanidade. O centro histórico de Mbanza Congo está classificado como património nacional desde Junho de 2013.

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