Cultura

Dança e ritmos nacionais precisam de ser resgatados

Alfredo Ferreira | Caxito

A preservação e maior divulgação da cultura nacional, em particular a ligada à realidade de cada comunidade, tem sido das principais preocupações do Movimento Lev’Arte nos últimos anos, disse, quarta-feira, em Caxito, o seu coordenador nacional, Carlos Evra.

Fotografia: Cândido Mutombo | Edições Novembro - Lunda-Norte

Com a recuperação dos vários tipos de danças da região e das línguas nacionais entre as suas prioridades, no intuito de preservar o acervo cultural de cada região, Carlos Evra disse que o Movimento Lev’Arte tem trabalhado com criadores de diferentes expressões artísticas neste sentido.

O coordenador, que fez, na quarta-feira, a abertura do Festival de Poesia e Letras, no Bengo, considera ainda importante a participação de todos neste projecto de preservação da cultura nacional. Os jovens, aconselhou, devem fazer a revolução do conhecimento, que começa com a protecção e valorização das fontes orais.
Porém, chamou particular atenção para o papel da família neste processo. “A construção de uma sociedade começa na família”, disse Carlos Evra. Acrescentou que por esse motivo ela deve ser munida de valores morais e éticos bem assentes na cultura angolana.
O coordenador do Movimento Lev´Arte no Bengo, Miranda Sebastião, considerou o Festival de Poesia e Letras, aberto na quarta-feira e que encerra hoje, fundamental na promoção da leitura e da criatividade dos jovens angolanos.
O festival, reforçou, serve ainda para comemorar mais um aniversário do Lev’Arte e destacar o seu interesse no desenvolvimento artístico-cultural nacional.

Exposição de arte
Desde a abertura do festival estão expostos, na localidade da Açucareira (Caxito), 1.500 livros de autores angolanos e estrangeiros, pelas livrarias El-Prata, Teca-Caxito e VM-Manico. Os livros estão a ser comercializados a preço acessíveis, em respeito ao objectivo do festival de promover e valorizar o livro e incentivar a leitura.
Elizabeth Prata, representante da livraria El-Prata, disse que o livro mais caro à venda no seu espaço custava 14 mil kwanzas, um Manual de Arquitectura, enquanto o mais barato é vendido por 500. A organização do festival no Bengo realizou também exposições de artes.

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