Estado da dança em debate


5 de Maio, 2015

Fotografia: Francisco Bernardo

O actual estado da dança no Bengo, em especial as que estão em vias de desaparecimento, foi tema de um encontro realizado no fim-de-semana,  em Caxito, pela Direcção Provincial da Cultura.

O encontro, disse o director da Cultura do Bengo, serviu também para apresentar as melhores soluções para a revitalização dos grupos folclóricos e modernos da região, assim como criar mecanismos melhores para incentivar os criadores locais.
Moisés Kafala declarou que serviu também para estabelecer novas parcerias e protocolos de cooperação entre os grupos da província, em especial os de dança tradicional, muito limitados às suas localidades e cujos estilos estão a desaparecer por não haver a passagem de testemunho.
O programa de acção da Direcção da Cultura, referiu, prevê igualmente a formação na área artística, por intermédio de pesquisas para a preservação da identidade cultural e valorização dos aspectos tradicionais de modo a poderem servir as gerações vindouras.
O responsável pediu aos grupos que se unam e dêem continuidade  à profissionalização.
 “A direcção da Cultura está disposta a apoiar qualquer iniciativa neste sentido e aberta a sugestões”, disse e recordou que o Bengo tem 30 grupos de dança.

Infra-estruturas

O chefe de secção da acção cultural da direcção da Cultura do Zaire, Matalulu Kikumbu, referiu ontem, em Mbanza Congo, a importância de se investir mais na construção de infra-estruturas de apoio à promoção da dança na região. O responsável sublinhou a existência de muitos talentos na região, que aguardam por oportunidades.
“A construção de um centro profissional de fomento à dança, teatro e música é fundamental para a dinamização das artes”, disse.
O Zaire, lamentou não tem dançarinos profissionais, os que há são amadores formados nos centros culturais particulares em Mbanza Congo, Soyo e Nzeto.  Em Angola, disse, a dança, devido aos executantes, tem dado passos para deixar de ser simples passatempo e passar a profissional.
A nível local, concluiu, as danças tradicionais são as mais predominantes, principalmente o makueba, lussende bula, kidoda, malenga, kitovola sindu miongo e sangana makuebo.
O Dia Mundial da Dança comemorado a 29 de Abril foi instituído pelo Comité Internacional da Dança da UNESCO, em 1982. Apesar de ainda ser uma efeméride nova e até mesmo desconhecida para muita gente, cada vez mais os artistas e profissionais da área reconhecem que é importante celebrar a data.
Ao criar o Dia Internacional da Dança, a UNESCO escolheu o 29 de Abril por ser a data de nascimento do mestre francês Jean-Georges Noverre (1727-1810), que ultrapassou os vários princípios gerais que norteavam a dança do seu tempo para enfrentar problemas relativos à execução da obra. Noverre destacou-se ainda por ter escrito um conjunto de cartas sobre o ballet da época, “Lettres sur la Dance”.

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