Festival do Cazenga promove intercâmbio

Roque Silva |
18 de Julho, 2015

Fotografia: Paulino Damião

A Direcção do Festival de Internacional de Teatro do Cazenga (FESCTECA) promove hoje de manhã, no Centro de Animação Artística, Luanda, duas conferências sobre aproximação e intercâmbio entre os grupos.

Na primeira, subordinada ao tema “O Contributo do Teatro para a Aproximação dos Jovens Africanos”, o orador é Joaquim Matavel, director do Festival Internacional de Teatro de Inverno (FITI), de Moçambique.
A segunda, cujo tema é “Crescimento e Reforço do Intercâmbio: África - Brasil”, é proferida pelo actor Rodrigo Marcondes, da companhia brasileira Genoma.
A iniciativa inclui a apresentação de duas peças, a primeira, “Performances”, às 16h00, pelo grupo angolano A Rua do Teatro, e a segunda, “Os Aparecidos”, às 20h00, pelo Girassol, de Moçambique.
O Festival, que se tem afirmado nos últimos anos como o encontro de análise e divulgação do teatro nacional com maior interesse internacional, ao nível do país, encerra amanhã com a peça “A Grande Questão”, do colectivo Enigma Teatro, galardoado em 2014 com o Prémio Nacional de Cultura e Artes.
A presente edição, sem carácter competitivo, além da realização de conferências, oficinas de teatro e espectáculos, incluiu homenagens aos actores Armando Correia de Azevedo, Carlos Sebastião “Cajó”, Arlete Rosa, Zulmira de Brito e Domingos Joaquim pelo contributo dado ao teatro ao longo dos 40 anos de independência nacional.
No FESTECA participam Etu Lene, Horizonte Njinga Mbande, Elinga Teatro, Pitabel, Njila e Ana Manda, de Luanda, Ombaka, de Benguela, Skendla, Mahamba e Girassol, de Moçambique, JGM, de Portugal, e Genoma, do Brasil.

Em Malanje

O grupo Ima Iosso apresenta hoje às 18h00 no Cine Njinga, em Malanje, a peça “Sexo no Casamento”. Trata-se de uma comédia que é a adaptação de um dos capítulos do livro “Um Casamento e um Fim do Mundo”, do brasileiro Fábio Marcelo.
O director artístico e encenador do grupo, Plácido Lopes, disse ao Jornal de Angola que a intenção é provocar o debate e reflexão da plateia. A peça para o dia da noite de núpcias dos recém-casados Marco António e Maria Luísa, que rejeita ter relações sexuais, pois entende que deve perder a virgindade 48 horas depois de contrair o matrimónio. A peça volta a ser exibida no próximo sábado, no Centro Cultural Ziluzia, localizado na cidade de Ndalantando, província do Cuanza Norte. O grupo inicia em Agosto uma digressão pelas províncias de Luanda, Bié, Cuanza Sul e Huíla.
A companhia de teatro Ima Iosso, palavra que em português significa todas as coisas, foi criada há 19 anos, e tem apostado na transmissão de valores culturais da região de Malanje. Do seu repertório, tem apresentado, normalmente, entre outras, as peças “Confissão de Uma Velha”, “Gravidez”, “Tem de Haver Perdão” e “É o Fim”. Com a restauração do Cine Njinga, a direcção do grupo tem brindado regularmente os cidadãos com a exibição de peças.

Teatro comunitário

O grupo Omala Veto Veya, do Bié, apresentou ontem na Banga, Cuanza Norte, as peças “Zero é a Nossa Meta” e “Sinto o Cheiro da Morte”. O responsável do grupo, Dino Santido Quibato, disse que a apresentação da peça, já exibida em sete municípios do Bié, se enquadra na campanha sobre os perigos das doenças sexualmente transmissíveis. O grupo, criado em 2003 com o objectivo de se dedicar ao teatro comunitário, exibe-se em mercados, escolas, hospitais, unidades militares e policiais.

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