Cultura

Grupo Artes Sol mostra criatividade e talento

Manuel Albano |

O espectáculo de teatro “Tomara que chova… Mas bem longe daqui”  do Colectivo Artes Sol é exibido amanhã, às 20h00, no Teatro Elinga, na abertura das sessões semanais inserido na segunda edição do Circuito Internacional de Teatro, que decorre até 17 de Setembro, em Luanda.

Actores do grupo Artes Sol entram amanhã à noite em cena no palco da Liga Africana
Fotografia: Eduardo Pedro | Edições Novembro

O espectáculo, que estreou em Março deste ano na primeira edição do Festival de Teatro da Mulher, conta os problemas causados pelas fortes chuvas que caíram em Luanda e provocaram vários transtornos aos habitantes. O enfoque da peça está assente, essencialmente, nos problemas diários da capital do país.
A directora artística do grupo, Solange Feijó, disse ao Jornal de Angola que a peça foi encenada na perspectiva de levar à reflexão alguns temas peculiares da sociedade, como os princípios da igualdade e transparência na gestão do erário público.
O enredo, explicou a directora artística, assenta principalmente num conflito entre a verdade e a falsidade, onde o “fiscal chuva” procura sempre desvendar algumas obras imperfeitas e de curta duração realizadas pelos governantes. No espectáculo, o administrador Cassova teme a chuva por recear que esta ponha a descoberto o mau trabalho prestado às populações em benefício próprio. Sensibilizar as pessoas, em especial aquelas com responsabilidades de governar, a trabalharem mais para o desenvolvimento do país, que começa a entrar numa nova era e, por essa razão, precisa do contributo de todos. De acordo com Solange Feijó, o espectáculo de teatro tem um carácter meramente pedagógico.
A criação de medidas preventivas eficazes, capazes de evitarem transtornos maiores na vida dos habitantes é outro dos fundamentos da peça, que mostra a importância de se fazer as coisas no momento certo, para não se correr atrás do prejuízo, como é costume. O colectivo de teatro Artes Sol trabalha com 15 actores, desde Março de 2016.

Estatística do circuito


Até a presente data, o Circuito Internacional de Teatro (CIT) já realizou em três salas de  espectáculos, designadamente Centro Cultural Português, Teatro Elinga e Liga Africana, um total de 14 espectáculos com grupos nacionais e internacionais, quatro palestras sobre à dinâmicas das artes cénicas, tendo já participado cerca de 4.350 espectadores. O festival contemplou o público com 85 brindes e 16 smartphones.
Para este edição do CIT está prevista a participação de um total de 50 grupos e companhias de teatro, sendo 40 nacionais e dez estrangeiros, oriundos do Brasil, Moçambique e Portugal, com duas cada, Cuba, Itália, Cabo Verde e França, com um.
Os ingressos para os espectáculos de teatro custam dois mil kwanzas, individual e seis mil, para seis membros da mesma família. A iniciativa visa incentivar o intercâmbio entre grupos e companhias de teatro de Angola e de outros países, bem como valorizar o processo de criação das artes cénicas e estimular a produção do teatro.
Este ano, a iniciativa conta com o apoio da operadora de telefonia móvel Unitel, razão pela qual a terceira edição do circuito, no próximo ano, vai ser realizada sob o lema “CIT - Stop Malária”.

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