Grupo Forte Santa Rita é distinguido no Namibe


10 de Janeiro, 2016

Fotografia: António Soares

O grupo carnavalesco Forte Santa Rita, um dos mais antigos da província do Namibe, fundado na década de 1950, é homenageado na primeira semana de Fevereiro pelo Ministério da Cultura, no quadro do contributo que os grupos têm dado ao engrandecimento do Entrudo no país.

Brito de Jesus, presidente do grupo, disse ontem à imprensa  ter tomado conhecimento do facto, através da Direcção Provincial da Cultura do Namibe e que já mobilizou a sua agremiação.
O responsável disse que Forte Santa Rita é a fusão de quatros grupos que haviam sido criados a nível do bairro nos anos 1950, nomeadamente Benfica, Vera Cruz, Água e Luz e Caridade. No final da década de 1970, os quatro fundiram-se num só que deram o nome de Império e após independência os antigos membros designaram-no Grupo Comandante Kussy, que por sua vez se tornou vencedor da primeira edição carnavalesca em 1978, a nível da província do Namibe. No mesmo ano passou a designar-se definitivamente Grupo Forte Santa Rita. Conta actualmente com mais de 800 elementos, entre eles dançarinos, tamborinos e pessoal administrativo, estando a sua sede localizado no bairro com o mesmo nome, arredores do município sede do Namibe.
O grupo Forte Santa Rita, adiantou, é o símbolo e modelo do Carnaval na arena cultural do Namibe do qual alguns dos outros grupos tiram a fonte de inspiração para as suas respectivas danças e indumentária. Brito de Jesus acrescentou que das 35 participações no período pós independência o grupo obteve 19 vitórias.
O chefe de Departamento da Acção Cultural da Direcção Provincial da Cultura do Namibe, Aurélio Ngulawa, disse que, com esta homenagem, o grupo vai deixar de competir na edição deste ano, apenas vai desfilar como homenageado.
“Com a saída do grupo Forte Santa Rita acredito que aqueles grupos que vêm a lutar para poder atingir patamares altos vão  tornar a competição mais renhida. Significa que temos este ano uma edição carnavalesca mais consistente e atraente”, previu Aurélio Ngulawa. No dia 31 de Janeiro de 2013, o Ministério da Cultura homenageou também outro grupo do Namibe, o Torre do Tombo, do bairro com o mesmo nome.

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