Grupo leva machismo à cena

Roque Silva |
18 de Fevereiro, 2016

Fotografia: Paulino Damião

O grupo de teatro Amazonas estreia sexta-feira, às 20h00, na Escola 14 de Abril da Centralidade do Kilamba, em Luanda, o espectáculo dramático “Se não fossem as mulheres”, que aborda a diferença de género.

A apresentação da peça, que também é exibida no sábado e domingo à mesma hora e local, está inserida no programa semanal de promoção do teatro denominado Cultura para Todos.
O argumento centra-se num casal que fala sobre o machismo, discriminação sexual e os direitos e deveres numa relação conjugal, em que a esposa defende a emancipação da mulher. 
O encenador Chance Elchadai junta em palco quatro actores que interpretam, durante 45 minutos, personagens comuns da sociedade urbana envolvidas na contradição entre a tradição e a modernidade.
“Alguns homens ainda são muito conservadores e defendem que os cargos de direcção devem pertencer aos homens. Temos de aprender a lidar com isso, pois já é uma realidade no nosso país”, disse o encenador.
O argumento, baseado no original de Tony Frampénio, conquistou o prémio da categoria texto do Festival Angola Independente 2015, alusivo ao 40.º aniversário da Independência Nacional. O grupo Amazonas ganhou o prémio de revelação e ficou em segundo lugar neste concurso de teatro organizado pela produtora Cena Livre e a Sonangol.  No âmbito da iniciativa Cultura para Todos, o grupo Enigma Teatro apresenta nos dias 26, 27 e 28 deste mês a peça “A Grande Questão”.
A programação prossegue com a actuação dos grupos Miragens Teatro, que leva ao palco a peça Loucos por Mulheres, Amor à Arte (Cuidado com a Boca), Twana (Roque Santeiro) e Pitabel (A Fronteira do Asfalto). A primeira temporada da iniciativa Cultura para Todos, organizada pelo grupo Pitabel em parceria com a Administração da Centralidade do Kilamba, levou ao palco as companhias de teatro Oásis, Enigma, Protevida, Miragens e Feloma Mu Sanzala.

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