Grupos afinam danças do carnaval

Alfredo Ferreira | Bengo
26 de Janeiro, 2016

Fotografia: Edmundo Eucílio

Os grupos carnavalescos da província do Bengo estão em fase de preparação das danças, indumentária, carros alegóricos e canções, no sentido de participar e ascender os três primeiros lugar no Entrudo de 2016, que vai decorrer entre 7 e 9  Fevereiro, no Largo da Ingamba, em Caxito.

O grupo Maringa de Caboxa, de acordo com o presidente, António Gonçalo, que falava a nossa reportagem, este ano vai exibir a dança mais antiga de todas as edições do Entrudo que é a Maringa, pela classe adulta, para que a mesma não esteja em via de extinção.
Enquanto na classe infantil, o grupo vai concorrer   com a mesma dança, para os primeiros lugares. Embora enfrentem algumas dificuldades financeiras, disse que os foliões estão mais motivados e moralizados fruto da vitória alcançada em 2013. “Estamos a fazer algumas contribuições além de apoios de terceiros para produzirmos a indumentária e outros adornos para colorir a festa”.
António Gonçalo lamentou o facto de a Direcção provincial da Cultura do Bengo não distribuir em tempo oportuno os apoios materiais e financeiros, sendo que os mesmos são provenientes do Ministério da Cultura.
António Gonçalo apelou a necessidade de se homenagear os grupos mais antigos e oferecer melhores condições aos seus integrantes, na sua maioria idosos”.
Por outro lado, o presidente do grupo União Etu Twiza, Manuel Luano, disse que a sua organização  trabalha no sentido de estar entre os primeiros classificados tanto nos adultos como nos infantis.
Manuel Luano adiantou que a preparação começou em Setembro do ano transacto com objectivo de fazer boa participação na maior festa popular, que conta com mais de 300 integrantes.

Melhores condições
   
Os presidentes dos  grupos pediram à direcção da Cultura no sentido de melhorar o local do desfile, o largo da Ingamba, uma vez que em tempo de chuvas o recinto fica se transforma em charco impossibilitando assim o bom desempenho dos dançarinos e avalanche de apoio.Na opinião dos responsáveis, o largo deve ser pavimentado para oferecer melhor condições de comodidade. Para o agente cultural Bula Mbungue, tendo em conta a crise financeira que assola o país, os espaços de realização do Entrudo deviam ter bancadas e cobertura, e que os populares contribuíssem com uma verba, que serva para a manutenção e para melhorar os prémios dos vencedores.
Bula Mbungue disse que a introdução desta componente deve ser inserida seis meses antes da realização do Entrudo, para prevenir os populares ao novo modelo. Na sua óptica seria uma forma de rentabilizar o Carnaval. Propõem, também, o leilão de peças de indumentária mais utilizadas pela corte desde a década de 1980.
Uma outra componente apresentada pelos responsáveis é o Carnaval de rua, uma vez que anteriormente a festa se realizava mais pelas ruas, passando de bairro em bairro, e que naquela altura os foliões dançavam com muita alegria e responsabilidade, exibindo vários tipos de caricaturas, símbolos das tradições no Bengo.
João Francisco, da Direcção da Cultura, disse que os desfiles municipais  foram realizados no dia 15, e serviram para a apurar os participantes para o acto provincial, e que estão inscritos 41 grupos e três blocos de animação, sendo 30 de adultos e 11 infantis.

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