''O Preço do Fato'' chega ao Kilamba

Manuel Albano |
12 de Fevereiro, 2016

Fotografia: Eduardo Pedro

O drama que aborda a perda dos valores morais e cívicos  e o conflito entre a tradição e a modernidade, intitulado “O Preço do Fato”, é exibido hoje, amanhã e depois de amanhã, às 20h00, na Escola 14 de Abril, na Centralidade do Kilamba, em Luanda, pelo grupo Pitabel.

Inserido no programa de teatro semanal no Kilamba denominado “Cultura para todos”, a exibição do espectáculo traz ao conhecimento dos espectadores um problema bastante actual que afecta em particular os jovens, que têm de respeitar as normas tradicionais num mundo moderno.
Com a duração de 53 minutos, de acordo com Adérito Rodrigues “Bi”, encenador do grupo de teatro Pitabel, a peça baseia-se no drama de Cristina, de 25 anos, natural de Mbanza Congo, uma localidade tradicional, que cresce em Luanda, uma cidade moderna, e coloca em risco a sua vida por desvalorizar os costumes dos pais em detrimento de outras culturas, particularmente a Ocidental.
O espectáculo de teatro, representado por seis actores, tem como personagens (Cristina), (tio Mutambuto), (tia Sucaina), (o noivo Luís), (tia Yalulemba) e (Paulo Pimentel, pai do noivo), cujo objectivo é procurar também chamar a atenção para a desvalorização cultural, frequente no país.
Fundada em Luanda, a companhia Pitabel já conquistou o Prémio Nacional de Cultura e Artes, na categoria de Teatro, e o Prémio de Teatro Cidade de Luanda. Agora, a companhia pretende dinamizar a sua actividade artística.
De acordo com a programação do “Cultura para todos”, uma iniciativa conjunta do grupo de teatro Pitabel e a Administração da Centralidade do Kilamba, visando a exibição de espectáculo de teatro naquela cidade, reserva para os dias 19, 20 e 21, a apresentação da peça “Se não fossem as mulheres” pela grupo Amazonas, e “O Feiticeiro e o Inteligente” (26,27 e 28), pelo Etu Lene.
Na primeira semana de Março, o grupo Nguizane Tuxicane volta a exibir o espectáculo “Cassinda não volta atrás”, uma obra foi escrita em 1996 por Hermenegildo de Aguiar e narra a história de um pai que para fazer casar a filha exige duas condições.  A primeira condição é que o genro depois de casado deve viver em casa dos sogros e a segunda é que se o sogro adoecer e morrer, o genro deve  ser enterrado, ainda que vivo, no mesmo buraco com o sogro.
O  Nguizane Tuxicane foi criado a 4 de Fevereiro de 1995 por um grupo de jovens pertencentes à Paróquia de Nossa Senhora da  Graça, afecta à Igreja Católica, no bairro da Precol, distrito urbano do Rangel.

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