Polícia assegura festas tranquilas

Job Franco |
9 de Fevereiro, 2016

Fotografia: Domingos Cadência

A Polícia Nacional mobilizou dois mil efectivos, meios aéreos e motorizados para garantir a segurança da população durante o desfile central do Carnaval de Luanda, que decorre hoje, a partir das 16h00, na Marginal da Praia do Bispo.

O reforço das medidas de segurança, informou o director provincial da Ordem Pública, superintendente-chefe Mateus André, inclui  os espaços adjacentes ao acto central. “Queremos fazer um trabalho abrangente”, disse, para acrescentar que a Polícia Nacional vai fazer o patrulhamento   de áreas fora do alcance do evento, mas essenciais para a vigilância e segurança do centro da cidade.
O superintendente-chefe adiantou que medidas de punição rígidas vão ser tomadas contra os que tentarem criar desordem. “As pessoas podem estar tranquilas, porque há dois tipos de protecção, uma dinâmica, que inclui agentes à paisana, e outra fixa, com postos bem localizados. Uma das áreas mais controladas é o local onde os grupos terminam os seus desfiles, porque as pessoas tendem a incomodar os dançarinos. Este ano as coisas são diferentes”, garantiu Mateus André.
As medidas, disse Mateus André, surgem porque o ano passado houve queixas de pessoas  a quem foram assaltadas carteiras e telemóveis durante o desfile.
Em relação aos desfiles da classe C, infantil, e da classe B, de adultos, Mateus André disse que o balanço é positivo e não foi registado, nos dois dias, sábado e domingo, nenhum caso de natureza criminosa.

Bombeiros em prontidão

O porta-voz do Comando dos Serviços de Protecção Civil e Bombeiros (SNPCB), Faustino Miguêns, disse que foram escalados 300 efectivos para garantir a segurança das pessoas no desfile central de hoje na Marginal da Praia do Bispo.
Além dos membros do SNPCB, Faustino Miguêns informou que estão disponíveis ambulâncias medicalizadas, motorizadas pré-hospitalares, motas para a extinção de incêndios e meios aquáticas colocados ao longo da orla marítima, para casos de afogamento. A escolha das motas, explicou, foi feita para ajudar a combater qualquer caso de incêndio, particularmente nos locais onde o acesso das viaturas seja complicado, devido à grande concentração de pessoas.
Faustino Miguêns informou  que durante o desfile infantil foram registados cinco ocorrências, dentre elas dois casos de gastrite, um de cefaleia, um de dentição  e outro de asfixia. No desfile da classe B, adiantou Faustino Miguêns, foram registados 38 casos diversos, socorridos no posto avançado criado pelo Instituto Nacional de Emergências Médicas de Angola (INEMA) e pelas Forças de Protecção Civil e Bombeiros. “Entre os casos registados, 34 afectaram mulheres.
A maioria   apresentou casos de hipoglicemia, dores musculares e distúrbios neurovegetativos. Apesar da gravidade de alguns casos, conseguimos dar resposta a tempo e enviar quatro pessoas para o Hospital Josina Machel, por estarem inconscientes”, disse Faustino Miguêns, que aconselhou as pessoas a fazerem exercícios de preparação antes de participarem numa actividades do género e a consumirem muitos líquidos.
“Essas ocorrências aconteceram porque as pessoas ficaram muito tempo de pé. A dança é um exercício que requer preparação física  e os dançarinos, principalmente, devem estar preparados para enfrentar estas situações”, concluiu o porta-voz  dos Serviços de Protecção Civil e Bombeiros.

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