Talentos da dança no Cine Atlântico

Roque Silva |
26 de Abril, 2016

Fotografia: Paulo Mulaza

A criatividade e a capacidade de improviso garantiram, no domingo, no Cine Atlântico, em Luanda, o título de melhor dançarinos do VIII Concurso Nacional de Kizomba e Semba para Mário da Cruz e Nurieth Martins.

O casal vencedor, ambos com 17 anos, superaram os outros 13 pares concorrentes e convenceram o júri com passos e movimentos ousados e acrobacias. Mário da Cruz e Nurieth Martins despertaram a atenção da plateia na sua primeira exibição, durante a qual receberem a maior ovação.
O espectáculo foi dividido em duas partes. A primeira foi reservada para a actuação dos 16 finalistas. Os pares, em representação de Luanda e Uíge, se exibiram em três minutos cada, num único número em que mostraram passos de kizomba e semba. O júri escolheu as cinco melhores duplas e estas voltaram a dançar.
Mário da Cruz e Nurieth Martins foram eleitos por unanimidade pelo júri e o público. O casal faz, pela vitória, uma digressão, a partir de Maio, pela França, Portugal, Holanda e Eslovénia, onde participam em seminários e acções de formação sobre dança. Nurieth Martins prometeu dignificar o nome de Angola nas actividades que a dupla tem agendado para os próximos meses. Mário da Cruz disse estar preparado para “reinar” como o melhor bailarino de kizomba e semba de Angola.
O segundo classificado foi a dupla Epifânio de Araújo e Cinara Xavier (3º em 2015 e 2º em 2014), e os terceiros foram Márcio José e Filipa Branco. António Rosa, presidente do júri, disse que foi uma decisão difícil porque todos apresentaram boas performances. “Porém, o casal vencedor se esforçou mais e deu um maior espectáculo”, acrescentou.
Um dos momentos altos da gala foi a actuação de bailarinos canadianos, franceses e eslovenos. Os seis pares mostraram o que têm aprendido nas escolas de dança nos seus países. O espectáculo contou ainda com a participação do grupo de dança Elite Palanca e também das cantoras As Negras.
Mukano Charles, criador do projecto, considerou esta edição um sucesso e um sinal da importância que os jovens dão a cultura angolana. “A actual aceitação deste projecto e de outros ligados a dança, música ou teatro, são uma amostra clara de que é preciso repensar as políticas de divulgação e promoção da cultura angolana.”
Para o promotor, esta edição do concurso serviu para mostrar que os angolanos, em especial os jovens, estão ligados as suas raízes. “Apesar da crise foi possível realizar um dos melhores espectáculos de todas as edições, que registou casa cheia, com 85 por cento dos bilhetes vendidos.”
O concurso foi visto ainda pela embaixadora dos EUA em Angola, Helena Meagher La Lime, representante de consulados europeus e de bailarinos estrangeiros.

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